sábado, 26 de abril de 2014

Laelia Anceps coerulea "selmadoc"










Gênero Laelia. Descrição: Gen. Sp. Orchid. Pl.: 115 (1831). Lindley, 1836

Família: Orchidaceae

O nome Anceps tem o significado de duplo, dois gumes, duas arestas, duas cabeças ou, ainda, que se volta para dois lados. Neste caso se refere à característica da bráctea floral e do pseudobulbo (nervurado nos dois lados opostos). Pode significar também ambíguo.

Ocorrência: Planta tropical, de hábito epífito e litófito, encontrada no México, na América Central, notadamente Honduras e Guatemala.
Costuma vegetar em altitudes que variam de 500ms a 1.500ms, sendo encontrada como epífita, em plantações de café, em carvalhos e em pinheiros. Como litófita, é encontrada em rochas, em locais com boa umidade.
Pesquisas recentes, com base em informações de DNA, mostram que esta espécie faz parte do grupo das verdadeiras laelias.

Aspecto vegetativo: Planta, normalmente unifoliada, apresentando muito raramente duas folhas no mesmo pseudobulbo. Folha apical, oblonga-lanceolada, que sai de um pseudobulbo.

Flor: A floração emerge do pseudobulbo, em hastes que podem chegar a cerca de 2 metros de comprimento, apresentando de duas a seis flores no seu topo.
Formato estrelar, como se pode ver das fotos aqui apresentadas.
Variações: tipo, alba, semi-alba, coerulea, lineata, delicata, dawsonii, barkerriana, chamberlainiana, roeblingiana, hillii, veitchiana, vestalis, williamsianum.
No Brasil, a floração ocorre nos meses de abril, maio e junho.

Cultivo: Deve ser cultivada com bastante luz indireta, sendo recomendado o sombrite de 50%. A umidade relativa do ar deve ficar entre 60% e 80%. No seu habitat natural, está acostumada a uma variação de temperatura de cerca de 8 a 10ºC do dia para a noite.
Pode ser cultivada em vasos de barro ou de plástico, desenvolvendo-se bem em cascas de árvores aceitando bem uma mistura de casca de pinus, carvão vegetal e brita de tamanho pequeno. O substrato só deve ser trocado quando a planta não mais couber no vaso. Como todas as laelias, detesta ser reenvasada, pois o seu sistema radicular demora a se refazer e, normalmente, este procedimento significa um ano sem floração. Prefere ficar com o rizoma um pouco acima do substrato e com algumas raízes por fora, envolvendo o vaso. Exige aproximadamente 3 cm de dreno no fundo do vaso.A adubação pode ser química ou orgânica, sendo bem aceitável a utilização das duas modalidades de forma intercalada, diminuindo as doses no inverno. A rega deve ser controlada, pois a Laelia anceps não gosta de muita umidade no substrato que faz apodrecer as suas raízes e afeta o seu rizoma.

Referências de consulta:

http://www.orquidario.org/plantames/mai08/maio08page.htm

2 comentários:

selma s disse...

Adorei!!! Vou me lembrar prá sempre!!! Bjin, S.

selma s disse...

Sabe que eu não lembrava mais da cor dela? É muito lindinha!!!