quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Calendário de Exposições CAOB 2017


sábado, 11 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Laelia Purpurata Aço




Controle de pragas e doenças em orquídeas

"Ao cultivarmos orquídeas, normalmente reunimos plantas de variados locais de origem, tanto na distribuição geográfica quanto no clima (altitude, sombreamento, umidade, etc) e as “confinamos “ num determinado local (nosso orquidário), e as tratamos, sempre que possível, da melhor maneira, com adubação, regas, e aplicação de defensivos, e por muitas vezes nos questionamos o porque que ocorrem pragas e doenças, inclusive com diferença de severidade entre plantas. Isso tudo ocorre principalmente por causa do ambiente (dificilmente conseguimos “imitar” o ambiente original, e aí tornamos as plantas menos resistentes), e da completa falta de inimigos naturais das pragas que atacam nossas plantas.
Nesta situação, temos duas opções: a primeira que poderíamos chamar de método cultural de controle, seria basicamente evitar o excesso de umidade principalmente no substrato (regando principalmente pela manhã) e manter uma ventilação adequada. Ventilação adequada é difícil de se obter, principalmente nos orquidários em quintais, cercados por muros. A segunda opção, que poderíamos chamar de controle químico, consiste na aplicação de defensivos para o combate de pragas e doenças, porém, estes sempre controlam o efeito e não a causa do problema, e além disso, o termo é controle, e não erradicação, portanto temos que aprender que controlamos as pragas e doenças para níveis mínimos de dano, mas dificilmente conseguimos uma erradicação. Por isso é importante uma vistoria semanal no orquidário buscando pragas e doenças, pois se identificadas no início o controle é muito mais fácil e os danos mínimos.

Controle de pragas
As principais pragas que atacam as orquídeas seriam: cochonilhas, pulgões, tentecoris, lesmas e caramujos, tripes e ácaros. Outras pragas que ocorrem com menor freqüência não serão abordadas.

► Controle de lesmas e caramujos
Na minha opinião são as pragas de mais difícil controle, pois os produtos existentes no mercado propiciam um controle pouco satisfatório. Os caramujos alimentam-se principalmente de raízes e brotos novos, e as lesmas principalmente de flores. O controle se faz com a aplicação de iscas a base de metaldeído (mesurol e lesmicida pica pau). Um controle alternativo para poucos vasos é a imersão do vaso em água por alguns segundos, as lemas e caramujos virão à tona e então é só recolher, queimar ou colocá-los em salmoura. Sempre evite esmagar os caramujos, pois se estiver prestes a colocar os ovos, você pode estar disseminando os mesmos. Iscas de chuchu, melancia e pepino são interessantes para avaliar a população, e então partir ou não para o controle.

► Controle de cochonilhas, pulgões e tentecoris
As cochonilhas (de escamas e de carapaça) e o tentecoris são as piores pragas das orquídeas, pois se não controlados a tempo podem matar a planta. Os danos dessas pragas se dão pela sucção continuada de seiva enfraquecendo a planta, e pela injeção de toxinas trazendo problemas metabólicos para as plantas. Além disso, esses insetos podem ser vetores de vírus. Existem controles alternativos, como calda de fumo, calda de sabão, óleo de neem, chá de folhas de Santa Bárbara e outros benzimentos, porém a eficiência desses tratamentos é baixa, e a aplicação deles é exclusivamente preventiva e continuada. Poderíamos dividir os controle dos sugadores em duas modalidades: preventivo/infestação inicial, e infestação severa. Aqui gostaria de fazer um parêntese para uma rápida explicação sobre inseticidas. Existem no mercado produtos considerados sistêmicos e de contato. Basicamente o inseticida sistêmico funciona circulando pela seiva da planta e possui um residual de controle muito bom, porém sua ação de “choque” é baixa. Já os inseticidas de contato possuem uma ação de choque muito boa, porém com um residual nulo ou muito baixo. Vale ressaltar que a sistematicidade do produto ocorre sempre do ponto em que foi aplicado na planta para cima (via apoplasto) e nunca para baixo, em direção às raízes, portanto a aplicação deve sempre atingir toda a planta, para que o produto se distribua por todos os tecidos.
Voltando no controle preventivo/infestação inicial, o ideal nessa modalidade seria trabalharmos com um inseticida sistêmico, pois o mesmo propicia um bom controle no início da infestação e seu residual permite que se faça poucas aplicações por ano. Além disso, os inseticidas sistêmicos normalmente são menos tóxicos que os de contato. Podemos considerar uma infestação inicial como sendo poucas plantas atacadas e com baixa incidência de pragas.
Já a infestação severa é aquela em temos muitas plantas atacadas com alta incidência de pragas. Nessa modalidade o ideal é trabalharmos com a mistura de um inseticida de choque misturado com um sistêmico, porque? A aplicação do inseticida de choque controla 90% dos insetos jovens e adultos, mas não controla os ovos, portanto a adição do inseticida sistêmico é importante para se tentar controlar o remanescente de adultos, e os jovens que irão atacar as plantas após saírem dos ovos. A eficiência do controle se dá principalmente pela escolha correta dos produtos e da qualidade da aplicação. É sempre interessante adicionar um espalhante adesivo na calda de pulverização afim de que a calda atinja todas as partes da planta e ainda, a pulverização tem que atingir ambas as partes da folha (em cima e em baixo). Uma dica, na vistoria de suas plantas, observe a presença de formigas circulando pela planta, pode ser um sinal de presença de pulgões e/ou cochonilhas.

► Controle de tripes
Tripes são insetos raspadores, que em alta população danificam as flores. São problemáticos principalmente em grandes orquidários aonde sempre existe a presença de várias plantas floridas. Uma prática interessante é recolher todas as flores “passadas” e murchas do orquidário, pois elas são um bom abrigo para os tripes. Por serem insetos pequenos e ágeis, o controle fica complicado, mas o interessante é realizar aplicações nos botões (de preferência com produtos sólidos, pois os líquidos contém solventes que podem manchar as flores) um ou dois dias antes da flor abrir, quando as pétalas e sépalas ainda estão soldadas. Em orquidários infestados, o ideal é fazer uma aplicação geral com polytrin, pirate, ou tracer.

► Controle de ácaros
Ácaros são problemáticos principalmente em catasetíneas (Catasetum, Mormodes, Cycnoches, etc). São artrópodes minúsculos, visíveis somente com auxílio de uma lupa. Apesar do tamanho, os danos são grandes, pois formam colônias que raspam as folhas e sugam a seiva, amarelando a folha no local da colônia. Em grandes coleções de catasetíneas, o ideal é fazer aplicação preventiva e periódica com vertimec (faixa azul), pois este acaricida controla todos os ácaros que atacam as orquídeas.
Observe abaixo uma relação com alguns produtos disponíveis no mercado:
Inseticidas de contato: decis (faixa azul), karate zeon (faixa azul), tamaron (faixa vermelha), malathion (faixa vermelha), supracid (faixa amarela), talstar (faixa azul), marshal (faixa amarela) pirate (faixa amarela), polytrin (faixa amarela) e tracer (faixa azul).
Inseticidas sistêmicos: actara (faixa azul), confidor (faixa verde), orthene (faixa verde), provado (faixa azul).
Inseticidas sistêmicos e de contato (mistura pronta): connect (faixa amarela) e engeo pleno (faixa amarela).

Controle de doenças

As principais doenças que atacam as orquídeas são: antracnose, canela seca, bacteriose, ferrugem e viroses.

► Controle de antracnose
A antracnose caracteriza-se por grandes manchas negras e deprimidas. Esta doença ocorre com mais incidência em locais muito sombreados e pouco arejados. O controle se dá com a aplicação de fungicidas sistêmicos.

► Controle de canela seca
A canela seca ou podridão negra é causada por vários gêneros de fungos (Fusarium, Pythium e Rhizoctonia). Estes fungos ocorrem no substrato, sendo que a infecção ocorre inicialmente nas raízes e vai evoluindo para o rizoma, pseudobulbos e folhas. A disseminação na planta é rápida e agressiva. O ideal é cortar a parte afetada, e colocar a planta numa calda com solução de derosal ou cercobin por 6 horas pelo menos. Se não for percebida a doença a tempo a planta acaba morrendo, principalmente nas épocas chuvosas, as vistorias tem que ser rigorosas.

► Controle de bacteriose
A bacteriose, causada principalmente por Erwinia sp, e uma doença não muito freqüente e que se disseminam lentamente na planta. Diferente dos fungos, as bactérias necessitam de uma porta de entrada para a planta, como cortes por exemplo. Uma boa maneira para se prevenir essa doença é justamente evitar cortes nas plantas ou danos mecânicos, e se por acaso ocorrer, polvilhar pó de canela no local para ajudar na cicatrização. O controle químico pode ser feito com Kasumin (faixa azul), porém o ideal é cortar a parte afetada, pois a evolução da doença é lenta.

► Controle da ferrugem
Esta doença ocorre basicamente em orquídeas de folhas finas (Oncidium, Miltônia, etc). Os sintomas são pústulas amarelas que se formam sobre as folhas, que evoluem com o tempo. Tirando o aspecto estético, esta doença não causa grandes prejuízos para as plantas, pois diferentemente das outras doenças, a ferrugem precisa manter a planta viva para ela sobreviver também. O controle químico pode ser feito com fungicidas de contato.

► Vírus
Os vírus são seres microoscópicos que multiplicam-se pelas células das plantas. Apesar de não letais para as plantas, eles normalmente deformam as folhas e as flores. Infelizmente não existe controle, a única medida é isolar a planta no orquidário ou eliminar a planta doente. Existe uma paranóia muito grande no meio orquidófilo em que qualquer manchinha que aparece na folha já se diagnostica por “achismo” que é virose e a planta normalmente vira carvão. A única maneira segura para se diagnosticar viroses é através de exames laboratoriais, pois os sintomas nas plantas variam muito. As flores marmoratas, antes muito apreciadas, hoje se atribuem a viroses. Nem todas são. Se a flor marmorata tiver simetria nas manchas (isto é, o que estiver numa pétala tem na outra, como flores flâmeas, por exemplo), não é vírus que está causando o fenômeno, porém se for assimétrico (isto é, a mancha estiver somente numa pétala ou parte dela) aí pode se desconfiar e então enviar amostras para laboratório para exame e assim ter o correto diagnóstico.

Fungicidas

Como os inseticidas, os fungicidas podem ser divididos em dois grupos: os sistêmicos/curativos e os contato/preventivo. Os fungicidas são um pouco mais complexos que os inseticidas, pois o comportamento nas plantas pode variar, por exemplo, existem produtos sistêmicos com efeito preventivo também, assim como existem produtos de contato curativos. Todavia podemos adotar essa divisão para facilitar o controle das doenças. Abaixo farei uma relação de alguns produtos disponíveis no mercado:
Fungicidas de contato/preventivo: dithane/manzate (faixa azul), amistar (faixa azul), comet (faixa amarela) e bravonil (faixa vermelha).
Fungicidas sistêmicos/curativos: cercobin (faixa verde), derosal (faixa azul).
Fungicida sistêmico e de contato (mistura pronta): cerconil (faixa vermelha).

Defensivos agrícolas

Pode-se perceber que todo produto citado vem acompanhado da classe toxicológica. Essa classe toxicológica é determinada para informar a periculosidade do produto para a saúde humana. Esta classificação em cores é feita conforme a periculosidade, e estas são as cores: verde/azul/amarelo/vermelho, sendo o verde pouco tóxico e o vermelho extremamente tóxico. Lembre-se, sua saúde é seu bem mais precioso, portanto não abuse da sorte. Sempre que realizar uma aplicação de defensivo, utilize um EPI (equipamento de proteção individual), sendo que o equipamento ideal seria: luvas e botas de borracha, macacão impermeável, máscara contra vapores tóxicos, óculos de proteção e chapéu de abas largas. Importante: o EPI deve ser sempre lavado após cada aplicação. O maior risco de contaminação ocorre na manipulação do produto a ser aplicado, portanto nunca se esqueça de estar equipado com o EPI antes da manipulação do defensivo. Todas as informações contidas neste texto se baseiam na minha experiência pessoal, portanto fica a critério individual por conta e risco de colocar em prática as informações aqui relatadas. Consulte sempre um engenheiro agrônomo".

ps.: A maioria das publicações deste site foram encontradas na internet e estão sendo usadas com o sentido de melhor apresentar o assunto principal que é a ORQUÍDEA. No momento que alguém sinta que isto possa estar ferindo direitos, retirarei no mesmo instante.

O texto acima foi capturado na internet e por descuido não copiei o link, tão pouco a autoria.
Tão logo seja possível identificar a autoria a matéria será republicada com os devidos créditos.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Laelia purpurata var Werckauseri



Laelia purpurata var Werckauseri  adquirida em 2011, tamanho 3, no Orquidário Santa Clara, sendo esta a  primeira floração, que superou todas as expectativas.

Laelia purpurata Werkhauseri (Ardósia)

O exemplar foi encontrado em 1904, no município de Osório. Recolhida na natureza ainda sem flores, toda sua exuberância e particularidade no colorido surgiram no ano seguinte, no orquidário de Karl Werkhauserer. A coloração azul acinzentada do labelo até aquele momento jamais havia aparecido em qualquer variedade de Laelia purpurata.
Falecido em 1914, Karl Werkhauserer deixou um legado de mistérios e segredos, já que por quase durante 50 anos a planta foi mantida escondida pela filha do descobridor, a qual proibiu a sua contemplação pelos admiradores e colecionadores da espécie. Tal intolerância e egocentrismo causaram desconforto no meio orquidófilo da época, e a dificuldade de uma mera aproximação da planta era tanta que a mesma passou a ser tratada por “jóia da bruxa”.
Todavia, em 1949, um grupo de renomados colecionadores gaúchos da espécie, formado por Dante Vagnotti, Walter Dreher, Walter da Costa Fontoura, Joaquim Coppio Filho e Angelo Rinaldi, após uma difícil negociação conseguiram viabilizar a aquisição de cinco pseudobulbos da planta por uma elevada quantia, e com a exigência de que a transação jamais fosse revelada.
Anos depois, o orquidófilo Rolf Altenburg realizou o primeiro cruzamento entre variedades Werkhaseri, possibilitando o acesso de tão rara variedade a outros orquidófilos. Era o fim de uma era de segredos e mistérios.
Fonte: Livro Laelia Purpurata, a Rainha, de Lou Menezes.
Capturado na internet http://www.orquideas-cgo.com.br/sobre_plantas.php em 03/11/15

terça-feira, 19 de julho de 2016

Isabelia violacea (Sophronitis)





Floração julho 2016

Isabelia violacea  é uma das mais belas espécies de orquídeas brasileiras. Faz parte da subtribo Laeliinae e foi descrita em 1840 por Lindley, como Sophronitis violacea, passando para o gênero Sophronitella em 1925. Em 2001, Cássio Van den Berg e Mark W. Chase transferiram a espécie para o gênero Isabelia, sendo hoje uma das três espécies desse gênero, que abriga ainda I. pulchella (antes Neolauchaea pulchella) e I. virginalis, que originalmente era a única espécie de Isabelia.
Isabelia violacea é espécie monofoliada e apresenta de uma a três flores por inflorescência. Floresce desde o fim do outono até o meio do inverno. Ocorre do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, avançando também para a região de Goiás, e é considerada uma das espécies de Orchidaceae que ocorrem tanto na mata atlântica quanto no cerrado.
Existe uma variedade com flores de colorido branco, e no fim dos anos 60 foi descrito um híbrido natural entre ela e Isabelia pulchella, Isabelia x pabstii (Leinig) Van den Berg & M.W.Chase.

Fonte: http://www.orquideasgauchas.net/P_desc_especie.php?cod_especie=258&especie=Isabelia%20violacea

quarta-feira, 22 de junho de 2016

22 DE JUNHO - DIA DO ORQUIDÓFILO

Parabéns à todos os apaixonados pela orquidófila e orquidologia.



Todas de minha coleção  e floridas em 2016

Neste dia 22 de junho comemoramos o dia do orquidófilo em Homenagem ao Botânico João Barbosa Rodrigues, de naturalidade polêmica, dizem que ele nasceu no Rio de Janeiro e outros em Minas Gerais, no entanto, após pesquisas realizadas não resta dúvida de que ele era CARIOCA.

Mineiro ou Carioca o que importa é conhecer um pouco de sua vida:

João Barbosa Rodrigues, nasceu  no Rio de Janeiro, 22 de junho de 1842 e faleceu em 6 de março de 1909 foi  engenheiro, naturalista e um dos maiores botanicos que o Brasil já possuiu.

Foi criado em Campanha, no estado de Minas Gerais. Retornou ao Rio de Janeiro com sua família em 1858. Primeiramente dedicou-se ao comércio, mas sempre mostrou-se interessado em ciências naturais, colecionando insetos e plantas. Tornou-se professor de desenho e especializou-se em botânica, sob a orientação de Francisco Freire Allemão.

Como engenheiro, destacou-se com a construção da igreja matriz de Alfenas, que teve sua pedra fundamental lançada a 6 de agosto de 1876, sendo inaugurada a 30 de setembro de 1883.

Esteve na Amazônia em uma missão científica do governo imperial (1872-1875). Anos mais tarde organizou e dirigiu, em Manaus, o Jardim Botânico, inaugurado em 1883 sob o patrocínio da Princesa Isabel e extinto após a Proclamação da República.

Em 1890 tornou-se diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro por 19 anos, o qual dirigiu até sua morte. Responsável pela consolidação do caráter científico da Instituição, criou o Herbário, a Biblioteca, o Museu e ampliou e organizou o Arboreto de forma sistemática.

Durante a sua gestão publicou cerca de 100 trabalhos cientificos, incursionando, além da botânica, pelas áreas de geografia, etnologia e antropologia, valendo registrar, ainda, que concedeu e editou a primeira revista cientifica da Instituição.

A análise da sua administração – dinamica, metódica e orientada para a ciência – demostra a atualidade de suas propostas. Foi seguindo a trilha aberta por João Barbosa Rodrigues que o Jardim Botânico do Rio de Janeiro ganhou conceito no mundo cientifico e é hoje, como consequencia natural desta trajetória, a referência para outros jardins botânicos brasileiros.

Classificado como monumento nacional pelo significado cultural, paisagistico e científico e inserido em área definida pela UNESCO como Reserva da Biosfera, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ocupa uma área de 137 ha, das quais 54 ha constituem o Arboreto. Tem como missão “Promover, realizar e divulgar pesquisas técnico-científicas sobre os recursos floristicos do Brasil, visando o conhecimento e a conservação da biodiversidade”, honrando a traidição iniciada por seu criador João Barbosa Rodrigues.

Publicou uma obra de vasta extensão na área de botânica,  e uma de suas mais importantes contribuições foi seus trabalhos sobre orquídeas, onde destacamos:

·         "Genera et species orchidearum novarum" (1877/1891) obra dividida em 3 volumes.

·         Iconographie des Orchidees du Bresil " (1892), obra dividida em 2 volumes.

Apesar de não haver lei Federal definindo o dia 22 de junho como o Dia Nacional do Orquidófilo, em todo o Brasil  as Federações Orquidófilas,  bem como, as Associações, Clubes ou Circulos Orquidófilos, comemoram esta data como sendo o Dia do Orquidófilo com exposições, amostras e reuniões.

A visão preservacionista que João Barbosa Rodrigues tinha sobre as orquídeas ganha papel preponderante nos dias de hoje, no que diz respeito  na conservação do meio ambiente, pois elas, as Orquídeas, não só devem, mas precisam ser consideradas como “Flag–family”, isto é, são fornecedoras de água, abrigo, sítio de nidificação e de forrageamento, fonte de nutrientes, berçario, etc... para flora e da fauna.

Comemorar o dia do Orquidófilo, não é apenas comemorar uma data. É Comemorar a Vida representada pela Beleza de uma Orquídea, e a cima de tudo comemorar a dedicação de um carioca, um Brasileiro Chamado João Barbosa Rodrigues.

fontes de pesquisas:
http://www.paisagismodigital.com.br/mobile/Blog_Ler.aspx?id=Orquid%C3%A1rio-Jo%C3%A3o-Barbosa-Rodrigues:-Um-mestre-da-Bot%C3%A2nica&in=158
http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v8s0/a06v08s0.pdf
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JoaoBaRo.html
http://www.barbosarodrigues.ufam.edu.br/
http://edmourao.atspace.com/selos12.html