quarta-feira, 30 de abril de 2014

Prosthechea



Foto e cultivo MGloriaM
O gênero Prosthechea é composto por cerca de quinze a vinte espécies epífitas, raro rupícolas, de crescimento subcespitoso, do norte da América Latina, desde sul do México e Caribe até o norte da crescimento cespitoso, que ocorrem em matas abertas e florestas úmidas ou sazonalmente secas. Uma espécie obscura registrada para o centro oeste do Brasil.
Prosthechea, como vêm aqui, é um gênero composto por um grupo de espécies bem diversas, algumas obscuras ou mal esclarecidas, que, por sua morfologia única ou dificuldade em se encontrar material, não foram incluídas em qualquer dos gêneros dele segregados posteriormente à sua criação.
Apresentam morfologia bastante variável, rizoma curto ou alongado com pseudobulbos ligeiramente espaçados ou aglomerados, em regra fusiformes, mas também elípticos, cilíndricos ou ovais, levemente comprimidos lateralmente, com uma a três folhas, quando novos guarnecidos por brácteas não foliares, algumas vezes toda a planta com aparência de estar recoberta por poeira esbranquiçada. folhas herbáceas ou carnosas, de formatos variados. A inflorescência brota de espata terminal dos pseudobulbos, é longa, flexuosa ou ereta, paniculada ou racemosa, com uma, poucas ou muitas floresque ressupinam parcial ou totalmente e abrem simultâneas ou em rápida sequência permanecendo então todas abertas.
As flores, médias ou pequenas, por vezes são externamente muito tricomatosas, com sépalas de formatos variados, lanceoladas, eretas, apiculadas, côncavas ou levemente arcadas para trás; pétalas também variáveis de formatos, mas sempre mais estreitas que as sépalaslabelo m regra pequeno, variadamente trilobado, com calo basal que não se estende em venulações espessas pelo restante do disco. A coluna termina em três dentes que parcialmente recobrem a antera, o mediano bastante diferente dos laterais, muitas vezes denticulado ou ciliado.
A história de Prosthechea é bastante interessante. Meses após proporem este gênero, julgando-o inválido por seu nome ser muito parecido com o nome de outro gênero já existente, Knowles & Westc., descreveram Epithecia, novo gênero para a mesma planta. Mais tarde, sem observar que já existia um Epidendrum glaucum, hoje subordinado ao gênero Dichaea,John Lindley subordinou a Prosthechea glauca ao gênero Epidendrum, transformando-a em um homônimo inválido.Schlechter então tomando uma espécie pela outra, por engano restabeleceu o gênero Epithecia para um dos grupos deDichaea, o qual em realidade nada tinha em comum com este gênero.
Devido a estas confusões iniciais, O gênero Prosthechea permaneceu na obscuridade até 1998, quando Wesley Higgins, baseando-se em estudos de filogenia, publicou sua revisão sobre um grupo controverso grupo de espécies na ocasião subordinadas a Encyclia. Por diversas vezes tentara-se anteriormente a separação de grupos destas espécies em outros gêneros no entanto nenhuma das propostas logrou ser definitiva.
Apenas para ilustrar brevemente a confusão existente, citamos algumas das principais tentativas de classificação desses grupos: Em 1960 Brieger separou um grupo de espécies subordinando-o ao gênero Hormidium. Em 1961 Dresslersubordinou Hormidium ao gênero Encyclia. Em 1981 PabstPinto e Moutinho subordinaram novamente algumas dessas espécies ao gênero Anacheilium outras a Hormidium. Em 1993 Dressler transferiu-as novamente para Encyclia. Em 1998Higgins separou-as uma vez mais e então passaram a ser classificadas como Prosthechea. Duas novas alterações foram propostas depois disso, em 2002 e 2004 como veremos adiante.
A distância entre as espécies de Prosthechea e de Encyclia foi comprovada por Higgins no resultado de suas análises moleculares e mais tarde confirmada por Cássio van den Berg em pesquisa adicional. A separação filogenética e morfológica de Encyclia é indiscutível. No entanto as espécies subordinadas por Higgins ao gênero Prosthechea, a despeito de formaram um grupo monofilético, ainda resultaram bastante heterogêneas. Segundo o conceito de Higgins,Prosthechea subordina mais de cento e vinte espécies compreendidas entre os [clado]s de Epidendrum, incluídos alguns outros pequenos gêneros aliados a este e de Encyclia.
Em 2002, quatro anos após a publicação da tese de Higgins, Chiron & Castro dividiram 'Prosthechea em gêneros menores, sem entretanto restabeleceremAnacheilium ou Hormidium, mas criando o gênero Pseudencyclia. Em 2004 Withner & Harding dividiram novamente o gênero restabelecendo Anacheilium,Hormidium e outros propuseram novos gêneros.
A aceitação ou não dos diversos gêneros criados a partir de Prosthechea ainda se encontra sujeita a grande controvérsia. Sua aceitação é apenas uma questão subjetiva implicando em que uns concordam que, por razões morfológicas, o gênero Prosthechea deve ser dividido, outros consideram esta divisão desnecessária.
Filogenistas alegam que ao aceitar a divisão em gêneros menores e mais homogêneos arriscamo-nos a incorrer em enganos uma vez que presentemente o relacionamento entre espécies ou pequenos grupos de espécies com pouca variação genética ainda não pode ser comprovado com segurança pela pesquisa genética. Algumas vezes espécies aparecem em posicionamentos diferentes no clado conforme a sequência testada. Neste sentido a proposta de Higgins privilegia a estabilidade em detrimento da morfologia, ou seja, mesmo quando no futuro o posicionamento exato puder ser comprovado, não será necessário alterar novamente o gênero dessas espécies.
No caso das três propostas de classificação recentes para estas espécies, os gêneros resultantes são sempre monofiléticos, isto é atendem aos critérios considerados necessários para serem válidos em termos de filogenia, por vezes notadas pequenas discrepâncias na localização de alguns grupos de espécies ao comparar os cladogramas de Higgins e de Castro & Chiron, devido a variações resultantes da metodologia adotada no sequenciamento dos genes.
De modo geral aqui seguimos a divisão de Withner & Harding, ressalvando entretanto que um dos gêneros por eles criados é supérfluo pois, poucos meses antes, Chiron & Castro publicaram seu trabalho e neste momento a publicação de Withner & Harding já havia sido enviada para publicação não sendo possível mais alterá-la.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prosthechea

sábado, 26 de abril de 2014

Laelia Anceps coerulea "selmadoc"










Gênero Laelia. Descrição: Gen. Sp. Orchid. Pl.: 115 (1831). Lindley, 1836

Família: Orchidaceae

O nome Anceps tem o significado de duplo, dois gumes, duas arestas, duas cabeças ou, ainda, que se volta para dois lados. Neste caso se refere à característica da bráctea floral e do pseudobulbo (nervurado nos dois lados opostos). Pode significar também ambíguo.

Ocorrência: Planta tropical, de hábito epífito e litófito, encontrada no México, na América Central, notadamente Honduras e Guatemala.
Costuma vegetar em altitudes que variam de 500ms a 1.500ms, sendo encontrada como epífita, em plantações de café, em carvalhos e em pinheiros. Como litófita, é encontrada em rochas, em locais com boa umidade.
Pesquisas recentes, com base em informações de DNA, mostram que esta espécie faz parte do grupo das verdadeiras laelias.

Aspecto vegetativo: Planta, normalmente unifoliada, apresentando muito raramente duas folhas no mesmo pseudobulbo. Folha apical, oblonga-lanceolada, que sai de um pseudobulbo.

Flor: A floração emerge do pseudobulbo, em hastes que podem chegar a cerca de 2 metros de comprimento, apresentando de duas a seis flores no seu topo.
Formato estrelar, como se pode ver das fotos aqui apresentadas.
Variações: tipo, alba, semi-alba, coerulea, lineata, delicata, dawsonii, barkerriana, chamberlainiana, roeblingiana, hillii, veitchiana, vestalis, williamsianum.
No Brasil, a floração ocorre nos meses de abril, maio e junho.

Cultivo: Deve ser cultivada com bastante luz indireta, sendo recomendado o sombrite de 50%. A umidade relativa do ar deve ficar entre 60% e 80%. No seu habitat natural, está acostumada a uma variação de temperatura de cerca de 8 a 10ºC do dia para a noite.
Pode ser cultivada em vasos de barro ou de plástico, desenvolvendo-se bem em cascas de árvores aceitando bem uma mistura de casca de pinus, carvão vegetal e brita de tamanho pequeno. O substrato só deve ser trocado quando a planta não mais couber no vaso. Como todas as laelias, detesta ser reenvasada, pois o seu sistema radicular demora a se refazer e, normalmente, este procedimento significa um ano sem floração. Prefere ficar com o rizoma um pouco acima do substrato e com algumas raízes por fora, envolvendo o vaso. Exige aproximadamente 3 cm de dreno no fundo do vaso.A adubação pode ser química ou orgânica, sendo bem aceitável a utilização das duas modalidades de forma intercalada, diminuindo as doses no inverno. A rega deve ser controlada, pois a Laelia anceps não gosta de muita umidade no substrato que faz apodrecer as suas raízes e afeta o seu rizoma.

Referências de consulta:

http://www.orquidario.org/plantames/mai08/maio08page.htm

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cattleya labiata tipo









Foto e cultivo MGloriaM
Floração Abril/2014
Cattleya labiata é uma espécie que, no final do verão e princípio do outono, enfeita nossos orquidários com as suas flores. Além das belas flores, somos premiados com seu magnífico perfume que é exalado principalmente na parte da manhã.
Ele é tão característico que podemos chamar de "perfume das Cattleyas".
Espécie considerada "Rainha do Nordeste Brasileiro", foi classificada e descrita por John Lindley, em 1821.
Ela é considerada o protótipo de todas as Cattleyas do grupo das labiatas.
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A planta da foto é a mesma postada aqui em janeiro de 2012, quando estava sendo cultivada ao nível do mar, agora em clima de altitude floriu com 8 lindas flores. Se quizer comparar é só clicar aqui:

Morfologia da flor da Orquídea

A flor da orquídea é estruturada basicamente pelas sépalas e pétalas, ambas em número de três unidades cada. Existem, porém, outras partes, que estudaremos em um outro post. Por ora vamos nos ater apenas a estas partes.
Para facilitar o entendimento, segue abaixo um desenho esquematizado de uma flor de Cattleya demonstrando cada uma das partes acima descritas.
Desenho de uma flor de Cattleya
Desenho da flor de Cattleya

Como se pode observar, as sépalas são de formato mais estreito e alongado e tem por finalidade a proteção da flor quando ainda em botão. As sépalas são, na verdade, a camada mais superficial do botão da flor. Se observarmos um botão de orquídea, a primeira parte que veremos é exatamente as sépalas fechadas sobre os demais elementos que compõem a flor. No entanto, ao desabrochar elas são tão bonitas e coloridas quanto as pétalas.
Como dissemos, a flor é composta de três pétalas, sendo duas de formato mais parecido com as sépalas e uma terceira que se diferencia. Esta pétala, localizada na parte inferior da flor é a que se denomina labelo. É mais desenvolvida e normalmente mais colorida que as outras duas pétalas, podendo apresentar cores em degradê e mais pronunciadas, mais vivas, algumas com listras. Normalmente apresentam bordas franzidas, o que acaba por lhe dar ainda mais beleza.
E é esta parte da flor que a natureza caprichou para atrair os insetos para o seu interior e de lá, da parte mais profunda, colher o néctar. Ao sair do interior do labelo o inseto acaba por levar consigo o pólem que contribuirá para a polinização e por consequência a perpetuação da espécie.
Pois bem, as outras partes que formam a estrutura da flor da orquídea são a coluna, a antera e o estigma.
A coluna, que está situada na parte superior à superfície do labelo, sustenta a antera, que fica na sua parte de baixo.
A antera, por sua vez, é o órgão da planta respónsável pela produção do pólem.
O estigma é a parte da flor destinada a fixar o pólem quanda da polinização, já que é bastante viscosa.
As estruturas acima mencionadas são as responsáveis pela reprodução da planta, fenômeno que ocorre através da polinização.

Estrutura de uma flor de orquídea

Flor da orquídea_ morfologia
A ilustração ao lado demonstra de forma bem didática a estrutura de uma flor da orquídea e serve bem para orientar o conteúdo do presente estudo.

 Referência bibliográfica: http://orquidea.base33.net/duvidas/47-o-que-sao-as-orquídeas
Capturado em: http://orquidarios.wordpress.com/2011/06/14/flor-de-orquidea-ii/


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Dendrochilum cobbianum "mury"





Foto e cultivo MGloria M
Março de 2014
Dendrochilum (em português: Dendróquilo) é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae).
É um género rico em espécies e morfologicamente diferentes, de orquídea epífitas, da tribo Coelogyneae e subtribo Coelogyninae. Estão proximamente relacionadas com o género Pholidota. Neste género incluem-se as espécies antes incluídas nos géneros Acoridium e Platyclinis, distribuindo-se desde Myanmar, à Papua-Nova Guiné, com centros de espécies endémicas nas montanhas de Sumatra, Bornéu e Filipinas.

O nome deste gênero deriva da união de duas palavras gregas: δένδρον (dendron), que significa "árvore", e 'χειλος (Kheilos) que significa "lábio"; referindo-se ao seu labelo e à maneira como vivem as espécies deste gênero, ou seja a sua natureza epífita.

Estima-se que haja 271 espécies, que são epífitas e por vezes litófitas e mais raramente terrestres.
Das estimadas 271 espécies, 81 (87 taxones) estão reconhecidas em Bornéu. Só uma pequena quantidade de espécies, a maioria das Filipinas, são as que se cultivam.

Se bem que são um elemento característico da flora de floresta de baixa montanha, também se encontram em habitats tão diversos como os mangais das costas e nas rochas graníticas expostas ao vento das zonas subalpinas.

O monte Kinabalu é a área mais rica em Dendrochilum de todo o Bornéu, donde foram descritas 32 espécies, representando 39,5% do total de todas as espécies nesta área. Destas, doze espécies e duas variedades são endémicas desta montanha. Uma segunda área de diversidade, foi identificada nas montanhas a leste de Sarawak.
Uma recente subdivisão estabelece quatro subgéneros e 13 secções dentro deste género.

As espécies de Dendrochilum têm rizomas rastreiros, pseudobulbos ovóides a cilíndricos, que estão basalmente envoltos com brácteas delgadas de cor castanha ou verde e que desenvolvem de 1 a 2 folhas apicais, turgescentes e erectas, de lanceoladas a elípticas, com um pecíolo alargado que se vai ampliando.

As inflorescências são racemosas, apicais, com brácteas florais persistentes. Aparecem no centro das folhas, emergindo, delgadas, largas, ascendendo para logo descender abruptamente, com pequena ou grande densidade de odoríferas flores minúsculas ou pequenas, com sépalas laterais sacadas na base então concrescidas por mais da metade do comprimento.
Quando têm sépalas laterais planas na base então sempre são plantas com pseudobulbos monofoliados, com folhas plicadas ou não; inflorescência apresentando poucas ou muitas flores que medem no máximo 3 cm, quando poucas então com sépalas que medem menos de 1 cm de comprimento; com pétalas pouco mais estreitas que as sépalas; de labelo grandemente livre da coluna, sem esporão, não sacado na base, se trilobado então os lobos não se estendem até a base mas iniciam repentinamente longe da base, se inteiro então sem margens eretas, quando há carenas estas são inteiras, glabras e regulares; coluna pouco espatulada na extremidade.


Dendrochilum cobbianum, descrito por Heinrich Gustav Reichenbach em 1880, é uma orquídea epífita ocorrendo nas Filipinas, crescendo em árvores cobertas de musgo. Às vezes pode ocorrer como uma Litófita crescendo nas rochas em altitudes acima de 1200m.
Possui branco a verde-branco, cremoso flores com gargantas amarelas que surgem ao lado de novo crescimento. As flores têm um diâmetro de 1,8 cm, bastante grande para este gênero. Eles são perfumados com o odor de feno cortado de novo. Quando em flor, uma infinidade de flores estão contidos na arqueando as inflorescências, com um comprimento de cerca de 50 cm.
Um único lanceoladas folha com nervura central proeminente de brotos de uma cônica, amarelo pseudobulbo.
Esta espécie é fácil de crescer, dobrando de tamanho todos os anos. Ela prefere temperaturas intermediárias e luz moderada. 

Existem vários cultivares disponíveis:
  • Dendrochilum cobbianum 'Sentinela Chartreuse' (grandes flores, folhas suculentas resistentes)
  • Dendrochilum cobbianum 'Folha de gordura' (chartreuse flores com lábio amarelo)
  • Dendrochilum cobbianum "Corrente de ouro" (com brilhantes, ouro, perfumadas flores)
  • Dendrochilum cobbianum "Verde branco" (com longas espigas de flores perfumadas, branco-verde)
  • Dendrochilum cobbianum ' Sentinela 1' (flores amarelas)
  • Dendrochilum cobbianum 'A sentinela Poco' (flores cremoso em miniatura com lábio amarelo)
  • Dendrochilum cobbianum "Amarelo Sentinel" (flor amarela com labelo amarelo mais escuro).

terça-feira, 15 de abril de 2014

Comparettia coccinea

 
 



 
Planta de propriedade de MGloriaM
 
  
 Comparettia é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Poepp. & Endl. em Nova Genera ac Species Plantarum 1: 42 em 1836, ao descreverem a Comparettia falcata Poepp. & Endl., que é a espécie tipo do gênero. O nome é uma homenagem ao botânico italiano Andrea Comparetti.
Comparettia agrupa oito pequenas espécies epífitas, de crescimento cespitoso, que ocorrem do México ao sudeste brasileiro, normalmente crescendo em locais de muita luminosidade e pouca umidade, abaixo de 1500 metros de altitude. Somente a ocorrência de uma espécie foi registrada para o Brasil. Estas plantas, da mesma maneira que Ionopsis, desenvolvem-se muito bem em árvores de poucas folhas tais como cafeeiros, goiabeiras e laranjeiras.
 
São plantas de rizoma curto e pseudobulbos pequenos, com uma única folha coriácea aplanada, que à primeira vista lembram Trichocentrum ou Lophiaris. A inflorescência racemosa nasce da base do pseudobulbo, ereta ou levemente pêndula, e comporta poucas flores pequenas ou algo maiores, em regra concolores, alaranjadas, púrpura ou rosadas.
As flores apresentam sépalas laterais unidas formando esporão bifurcado longo e delgado. A sépalas dorsal e as pétalas são mais ou menos coniventes e tombadas sobre a coluna. O labelo é trilobado e possui dois prolongamentos aciculares na base, que ficam ocultos dentro esporão, a lâmina do labelo é muito mais comprida do que as pétalas e sépalas. A coluna, moderadamente longa, não tem asas, é achatada na altura do estigma, com espessamento calosiforme dorsal logo abaixo deste e grande antera apical.
 
RARIDADE:
O gênero Comparettia inclui cerca de 10 espécies, sendo que duas delas ocorrem no Brasil. Uma delas é Comparettia coccinea Lindl., uma espécie epífita que produz flores alaranjadas a avermelhas e apresentam um longo e recurvado cálcar na base do labelo. A espécie oferece néctar como recurso, que possivelmente seja coletado por beija-flores. Comparettia é mais um gênero que não havia sido incluído no nosso livro recentemente publicado "The family Orchidaceae in the Serra do Japi, São Paulo state, Brazil". A espécie foi encontrada vales úmidos e ao longo de riachos em matas mesofíticas semidecíduas. Com a descoberta de Comparettia coccinea sobe para 63 o número de gêneros que ocorrem na Serra do Japi.
 
Botânica
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Comparettia coccínea
Scientific classification
Kingdom:Plantae
(unranked):Angiosperms
(unranked):Monocots
Order:Asparagales
Family:Orchidaceae
Subfamily:Epidendroideae
Tribe:Cymbidieae
Subtribe:Oncidiinae
Alliance:Comparettia
Genus:Comparettia
Species:C. coccinea
Binomial name
Comparettia coccinea
Lindl. (1888)


 

 
 

sábado, 12 de abril de 2014

Hawkinsara sogo doll

 



 
 
Floração Fevereiro 2014
 
Hawkisara é o resultado do cruzamentos de: Broughtonia x  Cattleya x Laelia x Sophonitis.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Notylia longisplicata







Floração 2014
 
Notylia é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por John Lindley em Botanical Register. 11: sub t. 930, em 1825, ao descrever duas espécies. Sua espécie tipo é a Notylia punctata (Ker Gawl.) Lindley, anteriormente descrita como Pleurothallis punctata Ker Gawl.. O nome é uma referência ao calo que existe no estigma de suas flores. São plantas de tamanho pequeno ou médio, a grande maioria sem valor ornamental, entretanto há algumas muito vistosas que se destacam.
Seus pseudobulbos são rudimentares, parcialmente recobertos por Bainhas foliares imbricantes, apresentam-se agrupados e possuem apenas uma comparativamente muito grande folha plana oblonga ou ligulada. Da axila das Bainhas nasce a inflorescência, pendente, racemosa, longa ou muito longa, com muitas flores dispostas em espiral, extremamente delicadas ou mais robustas, de aparência cerosa.
As flores geralmente de esverdeado pálido, raramente com esparsas pintas ou pontinhos roxos, alaranjados ou pardos, podem ter sépalas laterais unidas ou livres. As pétalas são sempre são livres e costumam arquear-se de modo a quase se tocarem na extremidade. O labelo possui uma garra perto da base, longo unguiculo e lâmina triangular. Ocasionalmente possui uma lamela central a partir da garra até a extremidade. A coluna apresenta antera dorsal com duas polinias.
 

sábado, 5 de abril de 2014

Oncidium raniferum





Oncidium raniferum é uma espécie epífita, originária da Região Sudeste e de difícil cultura. Pseudobulbos curtos e afuniladosa de 5 centímetros de altura, densamente sulcados de cor verde. pintalgadas de marrom, portando duas folhas estreitas e pontudas de 10 centímetros de comprimento. Inflorescências mimosas e ramificas, com até 30 centímetros de comprimento e portando até 50 flores. Flor de 1 centímetro de diâmetro, de cor amarela, com saliente calo de cor vermelha na base do labelo. Floresce no verão. Seu habitat é úmido e tem bastante luminosidade.
Este texto é um excerto do artigo Oncidium raniferum var. album da enciclopédia livre Wikipédia.

Agradeço aos amigos Euler Estáquio e Flavinha por terem colaborado com a identificação deste Oncidium.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Stellis gracilis






 
 
 O gênero Stelis foi proposto por Swartz no Journal für die Botanik 1799 (2): 239, pl. 2, f. 3, em 1799, baseando sua descrição na espécie tipo, Stelis ophioglossoides, anteriormente descrita por Jacquin como Epidendrum ophioglossoides.
São plantas epífitas, de crescimento cespitoso, habitantes de florestas úmidas, que apresentam certa variedade vegetativa, porém muito pouca variedade quanto à floração. Quando encontram-se fora do período de floração, e sem vestígios de hastes secas, podem ser facilmente confundidas com Pleurothallis.
Embora suas flores sejam diminutas, florescem em longos e abundantes racemos densamente carregados tornando-se assim bastante decorativas. A pouca variedade no formato de suas flores, bem como sua dimensão mínima, também tornam dificílima a identificação das espécies dentro do próprio gênero.
As flores normalmente são triangulares, com sépalas curtas, mais largas que longas, abertas em um plano. As pétalas são espessas, mas tão pequenas que em algumas espécies só são visíveis com lupa. Geralmente confundem-se com o labelo e a coluna, também mínimos. Suas cores variam do verde escuro ao vinho, de quase transparentes a tons pálidos de amarelo ou verde claro.
Um fato interessante sobre algumas destas plantas, é o hábito que suas flores possuem de se fecharem quando não há luz ou o ar está muito seco e depois abrirem-se novamente. Outras fazem justamente o contrário, abrindo-se quando há pouca luz.
Em 2001, baseados nos resultados de suas análises filogenéticas, Pridgeon & M.W.Chase, alegando existir inflação na quantidade de gêneros descritos, desejando diminuira o número de gêneros existentes, transferiram grande quantidade de espécies do gênero Pleurothallis e outros incluidos na caixa taxonõmica acima para Stelis, transformando-o em um gênero gigande e morfológicamente variado.
Segundo Carlyle August Luer, trata-se de transferência desnecessária, uma vez que para estas espécies, em quase todos os casos já havia gêneros descritos. Apesar da análise molecular indicar que estas espécies encontram-se em um estágio evolucionário muito próximo de Stelis, as espécies transferidas apresentam floração completamente diferente destas. Ao contrário, na maioria dos casos sua morfologia é muito mais próxima de Pleurothallis. Luer alega ainda que a transferência em massa te todas as espécies por ele classificadas em subgêneros de Pleurothallis com base em amostragem feita em uma única espécie de todo o grupo não é suficiente para afiançar a nova classificação dessas espécies. Parte das espécies transferidas para Stelis em estudos mais recentes a cargo da Universidade da Florida tem indicado o posicionamento da maioria dessas espécies no subclado irmão de Stelis, Pabstiella e Effusiella. Em 2007 Luer publicou a maior parte dessas novas combinações. Enfim, a controvérsia na comunidade científica sobre a aceitação dessa transferência é grande. Se hoje não conseguimos identificar facilmente uma espécie de Stelis, ao menos o gênero era imediatamente identificável antes da transferencia proposta pelo grupo de Kew.
Aqui trazemos independentes os gêneros Crocodeilanthe, Physosiphon, Pseudostelis, Effusiella, Dracontia, Elongatia, Mystax, Physothallis, Salpistele, Uncifera e Condylago.
A posição exata de cada um deles na chave filogenética ainda é incerta, entretanto adiantamos que junto com Pabstiella, Pleurothallis e Ophidion, todos os gêneros citados acima formam o quinto grande clado da subtribo Pleurothallidinae, entre os clados de Anathallis e de Specklinia.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stelis_(orqu%C3%ADdea)

Agradecimento:

Agradeço aos amigos orquidófilos Euler Estáquio e Flavinha pela grande ajuda na idêntifiação.