sábado, 31 de janeiro de 2015

BLC capitan pessoa




floração 21/02/2015
foto e cultivo MGloria M
 
BLC. Captain Pessoa, um  belíssimo  cruzamento realizado em dezembro de 1988,  pelo grande hibridador Rolf Altemburg
 
O que seria uma orquídea híbrida?
Uma orquídea híbrida é a combinação das características de cada um de seus genitores. Assim, os cultivadores primeiro analisam que tipo de flor gostariam de produzir. Eles talvez estejam pensando em determinadas cores, listras ou manchas. Pode ser que queiram combinar essas características numa planta com flores pequenas ou grandes. A fragrância é um outro fator. Com esses pontos em mente, eles escolhem duas orquídeas com as características que desejam passar para a nova planta.
Se a fertilização for bem-sucedida, ocorrerá algo fenomenal na flor da planta receptora de pólen. Tubos afilados se projetam da coluna em direção a uma parte da flor conhecida como ovário. Daí, o ovário incha e forma uma cápsula de sementes. Dentro dela, centenas de milhares de minúsculas sementes estão sendo formadas, cada uma ligada a um tubo polínico. Pode levar meses ou até mais de um ano para que a cápsula de sementes amadureça. Nesse ponto, os cultivadores ajuntam as sementes da cápsula. Eles as colocam num frasco esterilizado com uma solução de ágar e nutrientes. Se as sementes germinarem, orquídeas bem pequenas logo aparecerão como um carpete de grama verde.
Depois de alguns meses, os cultivadores removem as mudas do frasco e as colocam perto umas das outras num vaso comunitário. Eles cuidam bem das mudas, regando-as com frequência para que não sequem. Com o tempo, eles transferem suas novas orquídeas para vasos individuais. A esta altura, a paciência se mostra uma verdadeira virtude. As orquídeas podem levar alguns anos ou até mais de uma década para florir.

Sugiro a leitura da reportagem a respeito das hibridações realizadas por Altemburg.

http://www.delfinadearaujo.com/on/on32/pages/alvaro.htm

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cattleya Dowiana var. áurea








Floração em 12 de janeiro de 2015.
Origem: Orquidário Binot, Petrópolis - RJ - Brasil.
Aquisição: 05.02.2011

Em 22 de fevereiro de 2011 postei:

Esta raridade ganhei de presente, mais um desafio de cultivo e grande responsabilidade, principalmente por se tratar de espécie em extinção na natureza. 
Por isso ao longo dos próximos 12 meses vou aprender com ela suas manias e exigências, para quem sabe  receber em troca uma bela florada no verão de 2012.
Inicialmente já sei que ela gosta de muita luz, calor, alta umidade e detesta que suas raízes fiquem molhadas.
http://orquidariorecreio.blogspot.com.br/2011/02/cattleya-dowiana-var-aurea.html

Não foi tão fácil, como imaginei, o cultivo desta planta.

Ela inicialmente vegetava ao nível do mar, em 2013 foi transferido para clima de altitude 1.200 m, com adubação orgânica, luminosidade abundante e muita umidade.
Apesar de todas as condições vegetativas serem similares a seu habitat, ela necessitou de 04 anos para aclimatar e finalizar seu ciclo para uma nova florada.
O resultado foi a florada deste ano e retratada aqui no blog.

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A Cattleya dowiana é nativa da Costa Rica, é unifoliada e apresenta pseudobulbos com 12 cm de comprimento por 04 cm de diâmetro, costuma apresentar de 2 a 6 flores que são emitidas no ápice do pseudobulbo nos meses de março a maio, a flor apresenta pétalas e sépalas amarelas com raios vermelhos (discretos) e labelo vermelho com raias amarelas, sem os dois "olhos" característica da C. aurea (Colômbia).
Há muitas variedades descritas na literatura, mas todas já desaparecidas.
Podemos afirmar que é uma planta que já foi muito usada em cruzamentos, para se ter uma idéia, em 1946 já havia sido descrito seu uso em aproximadamente 400 cruzamentos pela lista de orquídeas híbridas do Sander.
Pelo que observei nas pesquisas, já deve está extinta no seu habitat natural, que era em uma área restrita a leste da montanha central na Costa Rica (lado Atlântico do País), próximo aos rios Reventoson, Pacuare, Chirripo, etc. a uma altitude de 1400 metros acima do nível do mar, em árvores altas e frequentemente exposta à luz solar direta, sendo a região muito úmida (75 a 85% de umidade relativa do ar) a temperatura varia de 24°C de maio a novembro e até 17°C  de dezembro a abril ( estações do ano e clima na América Central). "Clima Equatorial".
A Costa Rica deve ter o mesmo clima da Amazônia, muito quente, verão a maior parte do ano; e um período pequeno de inverno. (são só duas estações durante o ano). Mas no habitat natural da Cattleya Dowiana, é montanha e por isso as temperaturas são mais baixas.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Angraecum sesquipedale ( orquídea cometa - Flor de madasgascar)




 
Floração Janeiro de 2015

Das aproximadamente 200 espécies conhecidas desse gênero, a orquídea-cometa é a mais estudada pelos botânicos que pesquisam a estreita relação entre uma planta e seu agente polinizador. É que essa planta carnuda e perfumada, típica de Madagascar, faz algo incomum para as orquídeas: produz néctar.

Para atrair o inseto certo que irá carregar seus preciosos grãos de pólen até outra flor, a orquídea-cometa coloca o líquido açucarado no fundo de um tubinho fino e comprido. Só uma mariposa que tenha uma língua longa o bastante, quase 20 cm, será capaz de alcançar o néctar e, consequentemente, polinizar a flor. Não à toa seu sobrenome científico, sesquipedale significa, em latim, "de um pé e meio", em referência ao tamanho do seu nectário.

É também para atrair esse inseto de hábitos noturnos que a orquídea-cometa só exala seu perfume à noite (o cheiro lembra o da gardênia e da dama-da-noite). E como as mariposas não costumam enxergar as cores direito, essa planta inteligente produz flores bem grandes, brancas ou creme, para ficar bem visível a seu polinizador. É por essas e outras maravilhosas adaptações coevolutivas que a orquídea-cometa foi longamente estudada pelo naturalista Charles Darwin e ganhou destaque nos anais da biologia.

Essa espécie aprecia clima quente, úmido e bem ventilado na primavera e verão e um descanso mais seco e fresco no inverno. Mantenha seu vaso em local de muita luminosidade, mas sem sol direto, que causa queimaduras nas folhas. O melhor tipo de substrato é uma mistura de carvão e casca de pínus, mas experimente também variações regionais que não retenham muita água, como semente de açaí ou babaçu.

Por ser uma orquídea de crescimento muito lento, evite transplantá-la - e, ao fazê-lo, dê atenção especial às raízes para não parti-las, já que a orquídea-cometa demora meses para se recuperar de machucados e ressente muito as mudanças bruscas de ambiente.


 
 
A Orquídea de Darwin e a Mariposa

Charles Darwin (1809-1882), naturalista britânico, geólogo, cientista e autor do livro Origem das Espécies e vários outros trabalhos científicos sobre a evolução a partir da seleção natural e sexual, era apaixonado por orquídeas.
A maioria das pessoas fica fascinada pela exuberante beleza das orquídeas, mas Darwin foi mais longe. Ao observá-las ao redor de sua casa de campo ou estudando espécies exóticas na sua estufa, verificou que suas formas não são desse jeito só por estética e sim engenhos extremamente elaborados para atrair insetos que as polinizem e perpetuem sua espécie.
Certa vez, ele recebeu de um amigo e colaborador, uma orquídea que atraiu exclusivamente sua atenção; a Angraecum sesquipedale, de Madagascar. Uma das pétalas dessa pálida flor branca formava um receptáculo para néctar que media 28 centímetros. Ele previu que, em algum ponto de Madagascar, ilha que nunca visitou, deveria haver uma mariposa com uma probóscide de 28 centímetros, adequada para extrair o néctar da orquídea. Na época foi ridicularizado por vários pesquisadores.
Muito tempo depois da morte de Charles Darwin, dois entomólogos filmaram a mariposa-esfinge Xanthopan morgani praedicta. A mariposa esvoaçava acima da flor, desenrolando sua língua de 28 centímetros e introduzia no canal de néctar da Angraecum sesquipedale. Enquanto bebia o néctar, a mariposa enterrava sua face na flor, e, ao fazê-lo, sua testa roçava os grãos de pólen. Quando terminava, a mariposa enrolava novamente sua língua e voava com a testa carregada de pólen para outra orquídea atrás de outra dose de néctar e assim, fertilizando outra flor.
Parceiras como esta orquídea e a mariposa evoluíram gradualmente para uma intimidade cada vez maior e continuam a evoluir ainda hoje. Os pesquisadores atualmente chamam coevolução este modo de evolução em que uma espécie impulsiona o desenvolvimento de outra espécie. A coevolução é responsável por grande parte da diversidade da vida abrangendo milhões de novas espécies.
A natureza está repleta de parcerias íntimas e benéficas entre flores e polinizadores. A vida consiste, grande parte, numa maravilhosa teia de espécies interativas, e interdependentes adaptadas umas as outras na qual, não podemos nos esquecer, também fazemos parte.

Fonte:

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Phragmipedium Schroederae




 
Floração Dezembro 2014
Phragmipedium é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi estabelecido por Rolfe em Orchid Review 4: 330., em 1896, sendo sua espécie tipo o Cypripedium caudatum Lindl., hoje conhecido como Phragmipedium caudatum (Lindley) Rolfe. Seu nome vem do grego phragma que significa divisão, e de pedilon, chinelo, em referência referência às divisões internas de seu fruto e ao formato do labelo de suas flores.
Este gênero distingue-se dos outros gêneros desta subfamília por apresentar flores decíduas, ou seja, que se destacam depois de murchas, e apresentar ovário com três câmaras separadas, sendo todas espécies nativas do continente americano.
A sua distribuição ocorre em vasta área que vai desde o sul do México até a Bolívia e quase todo o Brasil do extremo norte até o Estado de São Paulo.
O cultivo das espécies de Phragmipedium é menos difícil que o de Selenipedium, todavia não tão fácil como o dos representantes do gênero Paphiopedilum, que por isso mesmo aparecem mais freqüentemente nas coleções. Em terra vegetal, com mistura de fibra de xaxim, areia e carvão, em lugares levemente ensolarados e bastante úmidos, elas se dão muito bem. São plantas sensíveis à qualidade da água, que não deve apresentar muitos sais dissolvidos em sua composição.

A espécie foi descrita por Lindley como Cypripedium.

O Phragmipedium Schroederae é um híbrido formado por 50% do Phragmipedium caudatum, 25% do Phragmipedium longifolium e 25% Phragmipedium schlimii.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Phragmipedium
http://www.delfinadearaujo.com/on/on40/Phrag_sidney_marcal/phrag_del/phrag_del%202.htm

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Phalaenopsis amabilis variegata




Floração Dezembro 2014.
 

A matéria a seguir foi elaborada pelo e publicada em seu blog:

 http://orquideassemmisterio.blogspot.com.br/2011/10/phalaenopsis-orquidea-borboleta-parte-2.html



Para o bom cultivo das Phalaenopsis é importante destacar os principais tratos culturais que são bem parecidos para as demais orquídeas e a parte de manipulação do desenvolvimento desta planta, que então sim é diferente das demais, já que uma cattleya, por exemplo já não se tem esse conhecimento do que induz o florescimento propriamente dito, assim como se tem em Phalaenopsis. Então para facilitar começarei a conversa aqui falando dos principais tratos culturais, depois da questão de manipulação do desenvolvimento da planta e por último na indução de "keikes" em hastes de Phalaenopsis e as curiosidades quanto a esse assunto.
Quanto aos tratos culturais não existem grandes diferenças as demais, como já dito anteriormente o que vai facilitar muito as coisas, mas mesmo assim é importante o conhecimento destes.


A Phalaenopsis é uma planta de matas densas da Ásia tropical, devido a isso estão habituadas a regiões mais sombreadas, entretanto possuem uma grande capacidade em adaptações a momentos curtos de insolação direta sem colapsar os tecidos e queima as folhas, entretanto, na prática o cultivo deve ser feito em sombreamento entre 50 a 70%, podendo ter picos de 40% a 80% sem ter prejuízos, o que facilita em muito seu cultivo em interiores, que em geral são mais escuros, então para quem cultiva em ambientes internos(ver postagem sobre cultivo em ambientes internos) como uma janela, uma varanda, um terraço, pode coloca-las em locais mais sombreados um pouco e evitar o sol direto nas folhas, podendo tomar aquele sol fraquinho da manha ou fim da tarde e sempre atentar a temperatura das folhas quando o sol estiver batendo sobre elas. Caso a folha esteja a uma temperatura que a gente consegue colocar a mão, ou o rosto e mesmo durante alguns segundos não ficarmos incomodados sinal que está tudo bem, mas se sentimos incômodo ao fazer isso sinal que está forte demais o sol e então deve-se fazer uma mudança de local.
próximo ponto importante é a rega, lembrando que Phalaenopsis são plantas de crescimento monopodial, desprovidas de pseudobulbos, sem condições de armazenar água e nutrientes, além de possuírem folhas grandes e largas, o que aumenta em muito a perda de água da planta por transpiração, sendo assim está é uma planta exigente quanto a rega, o que nos indica que deve-se molha-la de forma mais constante, embora ainda o melhor critério para saber a hora de molhar é verificando se o substrato já está bem seco, no caso de Phalaenopsis isso costuma acontecer bem mais rápido. Em geral, a recomendação básica dos manuais de cultivos e cartilhas, na prática para as Phalaenopsis não costumam dar resultados satisfatório, porque em geral a recomendação é muito generalizada e acaba que muitas vezes as pessoas molham apenas uma vez por semana as plantas o que muitas vezes é insuficiente. Se o substrato já é velho e bem deteriorado, talvez esse tempo de uma semana seja o adequado para que seque, mas se é um substrato novo, e dependendo da época do ano talvez é necessário regar até mais de 1 vez ao dia e assim vai ser, portanto a observação é o melhor jeito para se estipular a hora certa de regar. Quanto ao modo de regar, em geral deve-se evitar de molhar folhas, principalmente o miolinho de onde saem as folhas novas, já que esta é uma planta muito propicia ao ataque da podridão bacteriana, mas caso isso não seja possível, então preferir molhar as plantas, na parte da manha, ou no meio da tarde, para então dar tempo das folhas secarem completamente antes do anoitecer.
Completando a parte de rega, ainda mais importante que uma rega balanceada é a manutenção de uma umidade ambiente alta entre 60 a 90% o que propicia sim um ambiente bastante satisfatório para o bom desenvolvimento da planta o que pode ser conseguido utilizando recipientes com brita e água até quase cobrir a brita, ou areia e água, o que favorece uma ótima evaporação e sempre colocar um pouquinho de água sanitária por causa da Dengue caso estas plantas estejam em ambientes internos.
Quanto a adubação são plantas muito exigentes em cálcio e fósforo, mas na prática a adubação delas é muito semelhante as demais plantas, só atentando para que esta seja completa e balanceada, podendo ser com adubos minerais, minerais+orgânicos, orgânicos, desde que estes consigam suprir as necessidades da planta e as recomendações são as mesmas que para as demais, podendo ser semanal ou quinzenal. Agora, quanto a adubação na fase reprodutiva antecedendo a floração e durante a floração não deve ser suspensa, pois esta é uma planta de floração muito longa e de muito gasto energético para a planta e então é importante a manutenção da adubação neste período para manter os níveis nutricionais da planta equilibrados e assim evitar que ela entre em exaustão e inicie um processo de colapso e morra. Lembrando, que mesmo adubando no período de floração não se deve jogar adubo nas flores para evitar que manchem.

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