quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Laelia lobata - espécie em extinção

Foto capturada no Orq. 4 Estações

Quando iniciei meio cultivo, tive necessidade, como ainda tenho, de pesquisar a respeito de seus hábitos, para tentar oferecer um cultivo um pouco semelhante daquele onde à espécie vive.
À medida que ia pesquisando, descobri que muitas se encontram extinta, em extinção ou vulnerável, por acaso descobri que a espécie genuinamente CARIOCA (Laelia lobata)  é uma das catalogadas como em severa extinção.
 “A Laelia lobata  é uma orquídea típica da Mata Atlântica, mas vive no meio de uma cidade com mais de 6 milhões de habitantes. Como o Rio de Janeiro abraçou os morros onde se entrincheira, ela resiste ao avanço da selva urbana pendurando-se no granito da Pedra da Gávea, do Morro Dois Irmãos e do Pão de Açúcar. Não existe senão nesses três lugares, de preferência pendurada sobre abismos, agarrando-se em frinchas da rocha nua que só urubus e montanhistas costumam ver de perto. Até a década de 1930, ainda se enxergava lá de baixo sua floração tingir o Pão de Açúcar de manchas rosadas na entrada do verão. E até hoje a Pedra da Gávea guarda lembranças de seu passado de planta epífita, gravado nos troncos das árvores por vestígios de raízes e as marcas dos facões que as arrancaram. Como outros sobreviventes dos morros cariocas, tornando-se rupícola ela conseguiu se virar. O que sobrou na cidade dessa orquídea para lá de endêmica, está ali porque foi até agora “protegido pela própria sorte”.

A BIODIVERSITAS.ORG em seu relatório menciona que:
Sophronitis lobata - (Lindl.) Van den Berg & M.W.Chase
Grupo: Monocotiledôneas
Família: Orchidaceae
Categoria de Ameaça: CR - Criticamente em perigo
Critério IUCN: B2ab(iv,v)
Justificativa: Área de ocupação estimada menor que 10 km², e estimativas que indicam estar severamente fragmentada ou conhecida em uma localidade, declínio contínuo observado, inferido ou projetado em número de localidades ou subpopulações e em número de indivíduos maduros.
Conhecida atualmente só de duas localidades, sendo praticamente extinta em uma delas, e ainda procurada intensamente por coletores, além de seu habitat se encontrar dentro da zona urbana da cidade do Rio de Janeiro. Esta Espécie foi originalmente descrita em 1848. Além disso, provavelmente é a orquídea ameaçada mais bem conhecida do país, as duas localidades exatas aonde esta planta ocorre são conhecidas e estão a poucos quilômetros de distância (Pão de Açúcar e Pedra da Gávea). Na primeira restaram pouquíssimos indivíduos, e ocorrerá extinção local se não for feito um programa de conservação. Estão sendo feitos no momento estudos de variabilidade genética, polinização, reprodução ex-situ, que indicam que o tamanho efetivo populacional é ainda mais reduzido do que o número de indivíduos no campo. Esta planta está praticamente extinta no costão do Pão de Açúcar, restando portanto apenas na pedra da Gávea. Necessita de ação de manejo urgente para evitar passar para o status "extinta na natureza".

Em minhas pesquisas, descobri que o Rotary Club do Flamengo no Rio de Janeiro esta unindo esforços para a preservação da espécie, pelo visto a situação está cada vez pior, apesar da luta desenvolvida por vários grupos, ainda há muito o que fazer.
Uma lástima perder a beleza desta flor.
Para os que pensam em tentar salvar pelo menos um exemplar, adquirindo de orquidário comercial confiável, deixo aqui  o site do Orquidário onde poderão consultar a forma de cultivo:
http://www.orquidario.org/plantames/nov04/nov04page.htm

DICAS:
1) Vale a pena visitar o site da BIODIVERSITAS para e conhecer a situação real de nossas espécies em extinção e o site ECO onde Marcos Sá Correa escreve a respeito, com o titulo: “Nove orquídeas e um destino”.
2)Para ter uma idéia do habitat da Laelia lobata visite o site abaixo, capturado através de pesquisa:
 http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2007/5/13/rio-de-janeiro-o-po-de-acucar-minha-alma-canta.html?lastPage=true#comment11056927

Fonte:


2 comentários:

Anônimo disse...

Estudo L. lobata faz tempo, só há registro de um único exemplar para o Pão de Açúcar,parece que ela não gosta muito desta pedra, Todavia ela existe em em populações mínimas em outras pedras do Rio e de Niterói. Nunca foi abundante e não há registro de sua ocorrência como epífita. Portanto ela está como sempe esteve!

Anônimo disse...

quantos cromossomos tem essa orquídea? minha escola esta fazendo clonagem e precisamos mto saber dos cromossomos mas n acho em nenhum site