quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bulbophyllum lobbii






 
Floração solitária em junho de 2014.
Foto e cultivo MGloriaM
 
 

Bulbophyllum (em português: Bulbófilo) um gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceæ). Foi proposto por Thouars em Histoire Particulière des Plantes Orchidées Table 3 of the species of orchids, em 1822, ao transferir pare este gênero uma espécie anteriroemente por ele descrita descrever sua espécie tipo, a Phyllorkis nutans hoje Bulbophyllum nutans.
 
É o mais vasto e um dos mais complexos gêneros dentre as orquídeas, com cerca de duas mil espécies bastante diversas, distribuídas pelos trópicos de todos os continentes com predominância no sudeste africano e asiático. Somente na Nova Guiné há mais de quinhentas espécies descritas.
Poucas são as características comuns a todas as espécies deste gênero. Apresentam crescimento simpodial e frequentemente apresentam rizoma bastante longo crescendo de forma desordenada com pseudobulbos bem espaçados, de modo que até que a planta forme uma touceira, seu aspecto é bastante desarrumado, muitas espécies apresentam crescimento cespitoso. Têm uma folha por pseudobulbo, raramente duas. Estas são coriáceas e possuem pecíolo evidente. As folhas variam de poucos centímetros até quase um metro de comprimento.
A inflorescência é produzida a partir de nós do rizoma ou da base do pseudobulbo, e pode conter desde uma flor solitária, até dezenas de flores dispostas de maneiras variadas. Algumas nascem formando uma coroa ou estrela, outras formam uma umbela ou corimbo, ou podem nascer enfileiradas e paralelas. As flores também variam de poucos milímetros até cerca de 30 cm de comprimento.
Normalmente o labelo dessas plantas é bem colorido e imita insetos da região em que vivem. Na maioria das espécies a base do labelo é apenas levemente preso ao resto da flor de modo que podem mover-se com a mais leve brisa atraindo insetos polinizadores. Algumas são perfumadas e outras produzem cheiro bastante repulsivo, que pode assemelhar-se ao de carniça. As sépalas podem ser mais ou menos concrescidas e consideravelmente mais largas que as pétalas e labelo.
Cultivam-se das maneiras mais variadas conforme seu local de origem. De modo geral os Bulbophyllum asiáticos e africanos são plantas fáceis de manter, que gostam de bastante claridade, calor e muita umidade, mas não toleram o sol pleno, em poucos anos formando grandes touceiras. Já algumas das espécies brasileiras podem ser consideradas de cultivo dificílimo. Muitas são rupícolas e gostam de bastante sol, e mesmo sol pleno com pouca umidade do ar. Outras provém de florestas e apreciam mais umidade e menos sol.
 
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Bulbophyllum
 
 
 

sábado, 19 de julho de 2014

BLC BRUNO BRUNO big red meristema






Floração em maio/2014
8 flores sendo 4 em cada haste.
 
Híbrido (C. Chocolate Drop x Blc. George Suzuki 1999)
Dimensão da flor: 10 x 11 cm
Época de floração: inverno-primavera
Sombreamento: 50%
Exemplar adquirido em 2009 do Orquidário Oriental
 
 
A produção de híbridos artificiais de orquídeas vem ocorrendo há mais de um século. Estima-se que sejam hoje mais de cem mil híbridos. A Royal Horticultural Society é responsável pelo registro oficial de híbridos, no entanto, a produção doméstica e por pequenos produtores locais é bastante grande e só pequena parte destes híbridos caseiros é registrada, de modo que o número total de híbridos já produzidos pelo homem permanecerá sempre apenas uma suposição.
De acordo com as regras do Código Internacional de Nomenclatura de Plantas Cultivadas, os híbridos de espécies de um mesmo gênero são sempre classificados com nomes pertencentes ao mesmo gênero, por exemplo o híbrido entre duas Cattleya ainda é uma Cattleya. Quando são dois os gêneros utilizados, cunha-se um nome utilizando-se os nomes originais, por exemplo o híbrido entre uma Laelia e uma Cattleya é uma Laeliocattleya. Quando são três ou mais os gêneros envolvidos, o produtor pode criar um nome novo para o gênero resultante, desde que nenhum tenha sido registrado anteriormente.

Os híbridos naturais de orquídeas são comuns também, no entanto, apesar de serem em sua grande maioria plantas férteis, apenas pequena parcela deles é capaz de reproduzir-se naturalmente. Isto decorre do fato que espécies tão especializadas como as orquídeas necessitam de um polinizador em particular para cada uma. Os híbridos naturais geralmente são plantas que não se ajustam aos agentes polinizadores existentes exatamente por serem mesclas de espécies estabelecidas a milhares de anos e com polinizadores diferentes. Seus tamanhos cores e medidas são diferentes do necessário para obter sucesso reprodutivo natural.
fonte: http://www.sindicatoruralmc.com.br/plantarecolher/cultivo-orquideas.html
 
Meu Cultivo:
 
Todas as minhas plantas são cultivadas na serra e com muita umidade, por isso, uso como substrato pedra brita número zero, bola de argila e casca de pinus. O vaso predileto é o de barro.
 
A adubação é feita com osmocote e bokashi e após a floração, aplico o adubo viagra da AOESP.
Quanto a luminosidade  em regra 60%  para todas.
 
 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ascocenda princesa mikasa





 
Floração maio 2014
 
A planta da foto de uma Ascocenda, da família das vandáceas, muito florífera. Ela quebrou o tabu de que vandas não se cultivam em clima frio, pois vegeta à 1200 m de altitude, com temperatura que pode chegar a 4ºG.
Deixo a o link a respeito do cultivo:
 
 
 
Princesa Mikasa

Uma famosa orquídea híbrida quase azul, da família das Vandaceas, a Ascocenda Princess Mikasa Blue homenageia uma representante da Casa Imperial do Japão. Como já dá para imaginar, a Princesa Mikasa é esposa do Príncipe Mikasa, que por sua vez vem a ser tio paterno do Imperador Akihito. Ela acaba de completar 90 anos. Um belíssimo artigo sobre esta orquídea, em inglês (A princess in blue), foi publicado pela orquidófila Karma, da Suécia.
 Nascida Yuriko Takagi, ela é a segunda filha do ex-visconde Masanari Takagi.
Ela graduou-se pela Academia das Mulheres de Gakushuin em 1941. Em 22 de outubro daquele mesmo ano, ela se casou com o Príncipe Mikasa (Takahito), o filho caçula do Imperador Taishō e da Imperatriz Teimei.
O casal teve cinco filhos, dos quais quatro ainda estão vivos. As duas filhas deixaram a Casa Imperial com seus casamentos.
A Princesa Mikasa é presidente e presidente de honra de diversas organizações ligadas à preservação da cultura japonesa. Ela e seu marido são também vice-presidentes de honra da Sociedade da Cruz Vermelha do Japão.
A Princesa Mikasa também costuma acompanhar o Príncipe Mikasa em suas viagens ao exterior e, em 1958, viajou com este ao Brasil, por ocasião do 50.° aniversário do imigração japonesa. Eles foram o primeiro casal imperial que visitou o Paraná, na cidade de Londrina. Lá, plantaram um pinheiro japonês e uma seringueira, simbolizando a união entre as duas nações. Também se iniciou a construção do Colégio Agrícola de Apucarana.1
Depois de apresentar sintomas de anemia, a Princesa Mikasa passou por uma cirurgia para a remoção de um câncer glandular no intestino grosso, em julho de 2007. Foram removidos cerca de 30 cm do órgão.
A última cirurgia, para a implantação de um marca-passo, ocorreu em 1999.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vanda taylor blue





 
Primeira Floração maio 2014

 
De origem asiática, as Vandas são orquídeas monopodiais de crescimento lento. Cultivadas penduradas em arames, em cachepôs ou vasos de plásticos, com ou sem substrato. Uso apenas pedaços de carvão para dar apoio e um pouco de sfagnum para manter a umidade, no caso de lugares mais secos. Não é uma orquídea exigente quanto ao cultivo, necessitando de umidade e luminosidade relativamente alta. Em regiões de temperaturas mais altas, é preciso borrifar duas vezes por dia as raízes, evitando desidratação das folhas. Aconselho manter sempre úmido o piso do orquidário.

Cuidado também para que as mesmas não sejam queimadas pelo Sol. Suportam o frio, desde que protegidas de geadas. Geralmente entram em dormência, desacelerando o crescimento. Por terem raízes aéreas são exigente quanto a adubo foliar e radicular a base de fósforo, na fórmula 15-30-20, desta forma o caule crescerá para uma nova floração. Suas flores são atraentes, grandes, exóticas e de uma beleza peculiar, atingindo altos preços no mercado. As primeira flores surgem normalmente aos seis anos de idade e a partir daí florescem até quatro vezes no ano. Existe uma variedade de híbridos e todos encantadores. Se bem cultivadas, as Vandas terão uma haste longa e com muitas flores, bastando dar-lhes muita luminosidade, regas constantes e não faltar a adubação.

Por serem monopodiais, novas mudas surgem nas laterais da planta mãe, que podem ser retiradas quando atingirem três raízes. Da mesma forma que a Renanthera, as Vandas podem ser cortadas para não crescerem tanto, assim você terá uma nova muda, desde que o corte fique com pelo menos duas raízes. A planta mãe soltará novos brotos e ramificações.
 
Meu Cultivo
 
Minhas vandas são cultivadas na serra, dentro do orquidário, cobertas apenas por sombrite de 60%. A adubação faço através de trouxinhas de meia contendo osmocote. Assim, com o sereno e as chuvas o adubo escorre nas folhas e raízes.
As regas são realizadas com chuva e sereno, tento manter um cultivo mais próximo do natural, apenas intervenho quando existe ataque de pragas.
 
Quando a temperatura fica muito baixa por longo período elas entram em dormência, porém, não vejo prejuízo, considerando que as floradas são constantes.
 
 
 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cattleya walkeriana juca neto x (leda x brod) lote 1696








Floração junho/2014

Cattleya walkeriana foi descoberta por Gardner, em 1839, próximo ao rio São Francisco (MG). Seu nome foi dado em homenagem ao seu fiel assistente, Edward Walker, que o acompanhou em sua segunda viagem ao Brasil a serviço do Jardim Botânico do Ceilão, no Sri Lanka.
O brasileiro Barbosa Rodrigues descreveu, em 1877, a Cattleya princeps, hoje considerada uma variedade da Cattleya walkeriana.


A Cattleya walkeriana, hoje mundialmente conhecida e apreciada pelos belíssimos híbridos que tem produzido, é encontrada nas regiões mais diferentes do Brasil, seja crescendo sobre pedras, no Estado de Goiás, ou sobre árvores, nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, sempre próxima às águas de lagos, rios ou pântanos. São plantas de cultivo extremamente fácil, que os orquidófilos do mundo inteiro já dominam. Deve-se destacar que a maioria das plantas que hoje se encontram nas coleções foram produzidas por semente ou meristema (clonagem).


O exemplar da foto foi produzido por meristemagem, com isso, em sua primeira floração já se revela a boa forma e qualidade.


A planta foi adquirida diretamente do produtor na Exposição do Museu da República no Rio de Janeiro em 2012.de leitura:


Dica  de leitura:


O cultivo das orquidáceas e o interesse por sua propagação têm sido objeto de diversos estudos e teses na Escola de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina.
Com isso, as pesquisas científicas saíram das cadeiras acadêmicas e vieram para as editoras, cujas obras merecem  ser lidas e através delas poderemos aprimorar nossos conhecimentos.




quarta-feira, 25 de junho de 2014

Potinara Litlle Toshi




3ª floração de 2014
 
 

 Aprender um pouco mais sobre as Cattleyas e seus híbridos.

Cattleya (em português: Catléia) é um gênero de orquídeas de flores grandes e vistosas, muito popular, com inúmeros híbridos intergenéricos, amplamente disponíveis no comércio, que exercem enorme apelo e adaptam-se bem à coleções mistas de orquídeas.

Desde que foi descoberto, a Cattleya tem sido talvez o gênero mais festejado e cultivado dentre todas as orquidáceas, provavelmente este é o gênero que surge à nossa lembrança quando ouvimos o nome orquídea, servindo bem para exemplificar toda a família. Desde sua descoberta, as Cattleya tem sido usadas intensivamente para obtenção de híbridos de grande efeito ornamental. Nenhum outro gênero pode rivalizar em quantidade de híbridos vistosos obtidos.

Sem dúvida as enormes e duráveis flores deste gênero contribuem enormemente para o desenvolvimento da orquidofilia. Uma das características das espécies deste gênero é serem muito variáveis, tão diversas que em alguns momentos temos dificuldades em saber se pertencem a esta ou aquela espécie. Algumas das espécies possuem diversas dezenas de variedades e centenas de clones. O interesse que despertam é tão grande que cada nuance de cor, mancha, pinta, ou forma é minuciosamente observado e descrito por taxonomistas e aficcionados, que dedicam-se com afinco a esta atividade, valorizando muito as raras variações de cores e padrões que cada uma dessas espécies tão variáveis é capar de produzir. Dedicam-se ainda apaixonadamente a cruzar espécies de flores grandes e redondas em busca da perfeição. É natural que o sejam já que se trata de flores tão magníficas. O gênero é tão valorizado que existem até livros tratando exclusivamente de cada espécie e suas variações.

No passado algumas das variedades foram vendidas por verdadeiras fortunas. Hoje, graças ao trabalho de orquidófilos amadores e profissionais, através do cruzamento de clones de forma e cor excepcionais, muito dos antigos clones perderam seu valor e plantas de ainda maior qualidade surgiram, e são razoavelmente acessíveis a qualquer colecionador.

A melhoria das espécies está atingindo um nível tal que já se pode compará-la à longa genealogia dos híbridos com sua relação de pais, avós e bisavós famosos. Algumas dessas flores são tão perfeitas que já vão até perdendo sua semelhança as plantas encontradas na natureza, de cores comuns, pequenas, e mesmo caídas ou levemente tortas. Cultivar uma verdadeira Cattleya de forma apenas razoável como as antigamente encontradas no mato está se tornando uma raridade.

Distribuição
São cerca de quarenta robustas espécies epífitas, de crescimento sub cespitoso, dispersas pelas florestas tropicais da América Latina, , do México a Argentina, algumas espécies vivendo em áreas mais secas e submetidas a mais insolação outras mais sombrias e úmidas, cerca de trinta espécies no Brasil. Existem desde o nível do mar até dois mil metros de altitude, adaptam-se a praticamente todos os climas latino americanos exceto áreas desérticas ou geladas.

Etimologia

O gênero Cattleya foi proposto por John Lindley em Collectanea Botanica 7: t. 33, em 1821, com nome em homenagem a William Cattley, orquidófilo inglês, que teve seu nome latinizado para Guglielmus Cattleyus.

Sinônimos:

* Maelenia Dumort. 1834

Histórico

John Lindley, descreveu sua espécie tipo, a Cattleya labiata, que havia sido enviada para a Inglaterra, em 1818, junto com um lote de plantas brasileiras que até então estavam sendo cultivadas por Cattley.

Deste que foi estabelecido, o gênero Cattleya apresentou trajetória regular, sem muitas alterações. Naturalmente, como acontece em muitos outros gêneros de espécies variáveis, algumas espécies longamente conhecidas sofreram alterações de nomes após descrições mais antigas terem sido revisadas e esclarecidas. Outras espécies foram consideradas espécies aceitas ou sinônimos em épocas variadas, por taxonomistas diversos, algo que ainda hoje em certa medida acontece.

Recentemente quatro espécies da América Central foram removidas de Cattleya e classificadas no gênero Guarianthe, e a Cattleya araguaiensis passou a chamar-se Cattleyella araguaiensis.

Descrição

Pela aparência podemos dividir grosseiramente suas espécies em dois grupos principais, as bifoliadas e as unifoliadas.

Além da óbvia diferença citada, as unifoliadas em regra têm porte muito menor, seus pseudobulbos são ovalado-fusiformes e lateralmente achatados, normalmente com menor quantidade de flores mas estas bem maiores. Suas folhas também são maiores. As bifoliadas possuem pseudobulbos cilíndricos que podem ultrapassar um metro de comprimento em algumas espécies, e apresentam flores menores e mais estreitas, mas de modo geral em grande quantidade e com mais substância. Suas folhas são menores e mais largas e ovaladas.

Todas possuem folhas coriáceas e, excetuados muito poucos casos, a floração dá-se do alto do pseudobulbo a partir de uma espata. As flores, de até 10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a vinte á partir de inflorescência que emerge de um invólucro protetor chamado espata na base da folha. Durante o ano todo há espécies floridas. Têm o labelo livre da coluna, em algumas trilobado, e então abraçando a coluna, e em outras simples. Em todos os casos o labelo costuma ser muito vistoso e colorido, muitas vezes apresentando cores diversas dos demais segmentos florais. As flores apresentam quatro polínias e podem ser muito perfumadas.

Filogenia

Em março de 2008, Cássio van den Berg em New combinations in the genus Cattleya Lindl. (Orchidaceae). Neodiversity 3(3):12, propôs que as espécies submetidas por ele anteriormente ao gênero Sophronitis o fossem agora ao gênero Cattleya. Baseia esta proposta nos resultados de suas mais recentes análisas moleculares que situam algumas espécies de Cattleya e outras de Sophronitis sensu Van den Berg intercaladas no clado. Justifica ser esta a melhor solução para evitar a criação de novos nomes no futuro quando o real relacionamento entre estas espécies for finalmente desvendado. Como trata-se de proposta muito recente, ainda não debatida pela comunidade científica, vêm aqui as espécies classificadas conforme a proposta anterior, por Campacci, Chiron e V.P.Castro, divididas ainda em Sophronitis, Hadrolaelia, Microlaelia, Dungsia, Hoffmannseggella e Brasilaelia.

Cultivo

De modo geral são plantas pouco exigentes, apropriadas para quem deseja iniciar uma coleção de orquídeas. As dicas de cultivo a seguir são condições recomendadas para o sudeste do Brasil, assim moradores de outras regiões devem adaptá-las às suas condições locais. Alertamos ainda que as espécies provém de muitas regiões diferentes assim é recomendável informar-se também se cada espécie em particular tolera o cultivo sugerido a seguir.

São plantas que apreciam bastante luz, recomendando-se sombra aproximada de sessenta porcento; temperaturas variando diariamente entre 10-12ºC, diurnas entre 25-30ºC e noturnas entre 14-15ºC; sempre lembrando que espécies de altitude toleram muito mais variações de temperatura que espécies amazônicas; umidade acima de cinquenta por cento e boa ventilação; regas abundantes sempre que o substrato estiver completamente seco, mas com boa drenagem de modo que este não permaneça úmido mais que algumas horas após a rega; adubação semanal, mas bastante diluída é recomendada. Na época em que a planta não esteja apresentando crescimento vegetativo tanto a adubação como as regas devem ser diminuídas.

Espécies


As Cattleyas, conforme sua morfologia, podem ser divididas em alguns grupos:

Cattleyas bifoliadas

Grupo formado por espécies geralmente altas com pseudobulbos estreitos e duas ou mais folhas na extremidade, em regra com mais flores que os outros grupos, geralmente menores e menos vistosas.

1. Cattleya aclandiae (Brasil)
2. Cattleya amethystoglossa (Brasil)
3. Cattleya bicolor (Sudeste do Brasil)
4. Cattleya dormaniana (Brasil)
5. Cattleya elongata (Brasil)
6. Cattleya forbesii (Brasil)
7. Cattleya granulosa (Brasil)
8. Cattleya guttata (Brasil).
9. Cattleya harrisoniana (Sudeste do Brasil).
10. Cattleya intermedia (Sudeste e Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai).
11. Cattleya kerrii (Brasil).
12. Cattleya loddigesii (do Sudeste do Brasil ao Nordeste da Argentina).
13. Cattleya porphyroglossa (Brasil).
14. Cattleya schilleriana (Brasil).
15. Cattleya tenuis (Nordeste do Brasil).
16. Cattleya tigrina (Sudeste e Sul do Brasil).
17. Cattleya velutina (Brasil)
18. Cattleya violacea (Colômbia, Venezuela
, Guianas, Brasil, Bolívia, Peru e Equador).


Cattleyas monofoliadas

Grupo da Cattleya labiata, com pseudobulbos mais curtos e uma só folha no ápice. Espécies vistosas com poucas flores grandes.

1. Cattleya aurea (Sul do Panamá à Colômbia)
2. Cattleya candida (Colômbia).
3. Cattleya dowiana (Costa Rica)
4. Cattleya gaskelliana (Colômbia à Trinidad-Tobago).
5. Cattleya jenmanii (da Venezuela à Guiana).
6. Cattleya labiata (Brasil)
7. Cattleya lueddemanniana (Norte da Venezuela).
8. Cattleya mendelii (Nordeste da Colômbia).
9. Cattleya mossiae (Norte da Venezuela)
10. Cattleya percivaliana (da Colômbia ao Oeste da Venezuela).
11. Cattleya rex (da Colômbia ao Norte do Peru).
12. Cattleya schroderae (Nordeste da Colômbia).
13. Cattleya trianae (Colômbia).
14. Cattleya wallisii (Norte do Brasil).
15. Cattleya warneri (Leste do Brasil).
16. Cattleya warscewiczii (Colômbia).


Cattleyas monofoliadas de flores pequenas

1. Cattleya iricolor (do Equador ao Peru).
2. Cattleya luteola (Norte do Brasil, do Equador à Bolivia).
3. Cattleya mooreana (Peru).


Cattleyas do grupo da C. walkeriana

As vezes com pseudobulbo exclusivo para floração, parecendo florescer lateralmente. Pseudobulbos curtos e ovoides com uma ou duas folhas e poucas flores vistosas.

1. Cattleya nobilior (do Centro Oeste do Brasil à Bolívia).
2. Cattleya walkeriana (Centro Oeste e Sudeste do Brasil).


Cattleyas atípicas

1. Cattleya lawrenceana (Venezuela, Guiana, Norte do Brasil).
2. Cattleya maxima (da Venezuela ao Peru).


Espécies não esclarecidas

Possivelmente sinônimos de outros gêneros ou híbridos naturais.

1. Cattleya boissieri Colômbia.
2. Cattleya elegantissima (Venezuela).
3. Cattleya herbacea (Nordeste da Argentina).
4. Cattleya storeyi (Windward Is.) (Barbados.)


Híbridos Naturais

* Cattleya × brasiliensis (= Cattleya bicolor × Cattleya harrisoniana) (Brasil) .
* Cattleya × brymeriana (=Cattleya violacea × Cattleya wallisii) (Norte do Brasil).
* Cattleya × caerulea (= Cattleya warneri × Cattleya mossiae) (Venezuela).
* Cattleya × calimaniorum Chiron & V.P.Castro (= Cattleya schilleriana × Cattleya tigrina) (Nordeste do Brasil)
* Cattleya × colnagiana (Brasil).
* Cattleya × dayana (=Cattleya forbesii × Cattleya guttata) (Brasil).
* Cattleya × dolosa (=Cattleya loddigesii × Cattleya walkeriana) (Brasil).
* Cattleya × dukeana (Cattleya bicolor × Cattleya guttata) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × duveenii ( =Cattleya guttata × Cattleya harrisoniana) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × gransabanensis (=Cattleya jenmanii × Cattleya lawrenceana) (Venezuela).
* Cattleya × hardyana ( = Cattleya dowiana var.aurea × Cattleya warscewiczii): (Colômbia).
* Cattleya × hybrida (Cattleya guttata × Cattleya loddigesii) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × imperator (Cattleya granulosa × Cattleya labiata) (Nordeste do Brasil).
* Cattleya × intricata (Cattleya intermedia × Cattleya tigrina) (Sul do Brasil).
* Cattleya × isabella (Cattleya forbesii × Cattleya intermedia) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × itatiayae (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × joaquiniana (Cattleya bicolor × Cattleya walkeriana) (Brasil) .
* Cattleya × kautskyi (Cattleya harrisoniana × Cattleya warneri) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × lucieniana (Cattleya forbesii × Cattleya granulosa) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × measuresiana (Cattleya aclandiae × Cattleya walkeriana) (Leste do Brasil).
* Cattleya × mesquitae (Cattleya nobilior × Cattleya walkeriana) (Brazil).
* Cattleya × mixta (Cattleya guttata × Cattleya granulosa) (Brasil).
* Cattleya × moduloi (Cattleya granulosa × Cattleya warneri) (Brasil).
* Cattleya × patrocinii (Cattleya guttata × Cattleya warneri) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × picturata (Cattleya guttata × Cattleya intermedia) (Sudeste do Brasil).
* Cattleya × resplendens (Cattleya granulosa × Cattleya schilleriana) (Nordeste do Brasil)
* Cattleya × scita (Cattleya intermedia × Cattleya tigrina) (Sul do Brasil).
* Cattleya × tenuata (Cattleya elongata × Cattleya tenuis) (Brasil) .
* Cattleya × undulata (Cattleya elongata × Cattleya schilleriana) (Brasil).
* Cattleya × venosa (Cattleya forbesii × Cattleya harrisoniana) (Brasil).
* Cattleya × victoria-regina (Cattleya guttata × Cattleya labiata) (Nordeste do Brasil).
* Cattleya × whitei (Cattleya schilleriana × Cattleya warneri)(Brasil)
* Cattleya × wilsoniana (Cattleya bicolor × Cattleya intermedia). (Brasil).
* Cattleya × zayrae V.P.Castro & Cath (Cattleya amethystoglossa × Cattleya elongata (Bahia, Brasil)



Híbridos Inter genéticos

* Allenara Alna (Cattleya x Caularthron x Epidendrum x Laelia).
* Arizara Ariz (Cattleya x Domingoa x Epidendrum).
* Brassocatanthe Bct (Brassavola x Cattleya x Guarianthe).
* Bishopara Bish (Broughtonia x Cattleya x Sophronitis).
* Brassolaeliocattleya Blc (Brassavola x Cattleya x Laelia).
* Buiara Bui (Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Sophronitis).
* Brownara Bwna (Broughtonia x Cattleya x Caularthron).
* Cattlassia Cas (Brassia x Cattleya).
* Cattkeria Cka (Barkeria x Cattleya).
* Clarkeara Clka (Brassavola x Cattleya x Caularthron x Laelia x Sophronitis).
* Cookara Cook (Broughtonia x Cattleya x Caularthron x Laelia)
* Cattleytonia Ctna (Broughtonia x Cattleya).
* Cattlianthe Ctt (Cattleya x Guarianthe).
* Cattotes Ctts (Cattleya x Leptotes).
* Catyclia Cty (Cattleya x Encyclia).
* Cattleychea Ctyh (Cattleya x Prosthechea).
* Catcylaelia Ctyl (Cattleya x Encyclia x Laelia).
* Dekensara Dek (Brassavola x Cattleya x Schromburgkia).
* Diacattleya Diaca (Cattleya x Caularthron).
* Dialaeliocattleya Dialc (Cattleya x Caularthron x Laelia).
* Epicattleya Epc (Cattleya x Epidendrum).
* Epicatonia Epctn (Broughtonia x Cattleya x Epidendrum).
* Epilaeliocattleya Eplc (Cattleya x Epidendrum x Laelia).
* Estelaara Esta (Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Tetramicra).
* Fordyceara Fdca (Broughtonia x Cattleya x Laeliopsis x Tetramicra).
* Fialaara Fia (Broughtonia x Cattleya x Laelia x Laeliopsis).
* Fujiwarara Fjw (Brassavola x Cattleya x Laeliopsis).
* Fredschechterara Fre (Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schomburgkia).
* Guaricattonia Gct. (Broughtonia x Cattleya x Guarianthe).
* Gladysyeeara Glya (Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Cattleyopsis x Caularthron x Epidendrum x Laelia x Sophronitis).
* Guarisophleya Gsl (Cattleya x Guarianthe x Sophronitis).
* Hawkesara Hwkra (Cattleya x Cattleyopsis x Epidendrum).
* Iacovielloara Icvl (Brassavola x Cattleya x Caularthron x Epidendrum x Laelia).
* Iwanagaara Iwan (Brassavola x Cattleya x Caularthron x Laelia).
* Izumiara Izma (Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schromburgkia x Sophronitis).
* Jewellara Jwa (Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Laelia).
* Johnyeeara Jya (Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schromburgkia x Sophronitis).
* Kirchara Kir (Cattleya x Epidendrum x Laelia x Sophronitis).
* Kraussara Krsa (Broughtonia x Cattleya x Caularthron x Laeliopsis).
* Kawamotoara Kwmta (Brassavola x Cattleya x Domingoa x Epidendrum x Laelia).
* Laeliocattkeria Lcka (Barkeria x Cattleya x Laelia).
* Laeliocatanthe Lcn (Cattleya x Laelia x Guarianthe).
* Laeliocatarthron Lcr (Cattleya x Caularthron x Laelia).
* Laeliocatonia Lctna (Broughtonia x Cattleya x Laelia).
* Laeliopleya Lpya (Cattleya x Laeliopsis).
* Lyonara Lyon (Cattleya x Laelia x Schomburgkia). // renomeada como Schombolaeliocattleya [Scl.]
* Mailamaiara Mai (Cattleya x Caularthron x Laelia x Schromburgkia).
* Mizutara Miz (Cattleya x Caularthron x Schromburgkia).
* Mooreara Mora (Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Laelia x Schromburgkia x Sophronitis).
* Matsudaara Msda (Barkeria x Cattleya x Laelia x Sophronitis).
* Maymoirara Mymra (Cattleya x Epidendrum x Laeliopsis).
* Nuccioara Nuc (Cattleya x Caularthron x Laelia x Sophronitis).
* Opsiscattleya Opsct (Cattleya x Cattleyopsis).
* Otaara Otr (Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Laelia).
* Procycleya Pcc (Cattleya x Encyclia x Prosthechea).
* Potinara Pot (Brassavola x Cattleya x Laelia x Sophronitis).
* Recchara Recc (Brassavola x Cattleya x Laelia x Schromburgkia).
* Rhyncholaeliocattleya Rlc (Cattleya x Rhyncholaelia).
* Rolfeara Rolf (Brassavola x Cattleya x Sophronitis).
* Rothara Roth (Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Sophronitis).
* Sophrocattleya Sc (Cattleya x Sophronitis).
* Schombolaeliocattleya Scl (Cattleya x Laelia x Schomburgkia). // renomeada como Lyonara [Lyon]
* Scullyara Scu (Cattleya x Epidendrum x Schromburgkia).
* Sophrolaeliocattleya Slc (Cattleya x Laelia x Sophronitis).
* Schombocattleya Smbc (Cattleya x Schromburgkia).
* Schombocatonia Smbcna (Broughtonia x Cattleya x Schromburgkia).
* Stacyara Stac (Cattleya x Epidendrum x Sophronitis).
* Stellamizutaara Stlma (Broughtonia x Broughtonia x Cattleya).
* Turnbowara Tbwa (Barkeria x Broughtonia x Cattleya).
* Tetracattleya Ttct (Cattleya x Tetramicra).
* Tuckerara Tuck (Cattleya x Caularthron x Epidendrum).
* Vejvarutara Vja (Broughtonia x Cattleya x Cattleyopsis).
* Vaughnara Vnra (Brassavola x Cattleya x Epidendrum).
* Wilburchangara Wbchg (Broughtonia x Cattleya x Epidendrum x Schromburgkia).
* Westara Wsta (Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Laelia x Schromburgkia).
* Yamadara Yam (Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia).
* Youngyouthara Ygt (Brassavola x Broughtonia x Cattleya x Caularthron).
* Yahiroara Yhra (Brassavola x Cattleya x Epidendrum x Laelia x Schromburgkia).


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