segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Encyclia patens


Foto 13/08/2011

A espécie Encyclia patens Lindl., mais conhecida por Encyclia odoratissima Lindl., possui flores cujas pétalas e sépalas são verde oliva, tendendo para o amarronzado, labelo creme com mácula avermelhada. Suas flores medem em torno de 3 cm e possuem um perfume muito agradável. Como a maioria das espécies desse gênero, é de fácil cultivo e quando bem cultivada, evitando o ataque de pragas e doenças, seus pseudobulbos multiplicam-se com facilidade.

Dica: Deve se evitar arrancar mudas com poucos pseudobulbos, quanto mais pseudobulbos, mais hastes floridas que variam de 5 a 30 flores. 

Crítica:  A flor em si, em razão de sua cor, é quase inexpressiva, e compensada pelo aroma que possui, realmente muito agradável.

Significado: Encyclia aberta.

Hábito: Epífita em locais com muita luz





Essa planta
Origem:  Mury - RJ
Floração: agosto de 2011
Substrato: fixada em cerca viva de "Hera"
Proprietária: mgloriam
Fotos: mgloriam

Fontes de consulta:



Distribuição: Matas de galeria e húmidas do Rio Grande do Sul até a Bahia em altitudes de 500 e 1.200 metros.

Sinonímia: Epidendrum odoratissimum Lindl., Edwards's Bot. Reg. 17: t. 1415 (1831); Sulpitia odorata Raf., Fl. Tellur. 4: 37 (1838); Epidendrum glutinosum Scheidw., Allg. Gartenzeitung 11: 110 (1843); Epidendrum odoratissimum var. crispum Regel, Ann. Sci. Nat., Bot., IV, 6: 374 (1856); Epidendrum serronianum Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 1: 50 (1877); Encyclia odoratissima (Lindl.) Schltr., Orchideen: 210 (1914); Epidendrum oncidioides var. itabirae W.Zimm., Biblioth. Bot. 109: 6 (1934); Encyclia serroniana (Barb.Rodr.) Hoehne, Arq. Bot. Estado São Paulo, n.s., f.m., 2: 124 (1952).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CATTLEYA CRUZEIRO DO SUL x CATTLEYA BRABANTIE






Florida em 13 de agosto
muito perfumada.

Cattleya brabantie - híbrido é formado por Cattleya loddigesii, originária dos estados do sudeste do Brasil (Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro and São Paulo)e também da Argentina e Paraguai. A Cattleya acclandiae (ou acklandiae) é endêmica para o estado da Bahia, onde vegeta próximo ao mar.

Cattleya Cruzeiro do sul cruzamento entre Cattleya Kerchoveana com Lc. Kerry.
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Informações do Exemplar da foto:
Adquirido no orquidário oriental e segundo eles:

Clone selecionado do cruzamento entre Cattleya brabantiae com C. Cruzeiro do Sul.
Meristema
Clima: Intermediário - 10°c à 18°c
Epífita – Vive sobre árvores, se adaptam em vasos.
Luminosidade: 50% sombreamento
Tamanho da flor: Média (até 10 cm.)
Floração: fim do inverno/ início da primavera.
Duração da flor: Até 15 dias.
Substrato: Sfagnum, fibra de côco, pínus e carvão.
Vaso: Plástico, barro





quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Manejo de Thrips e Ácaros em Cultivo de Orquídeas

Inverno a estação que mais nos deixa em estado de alerta, por isso, compartilho mais uma matéria publicada no Boletim OrquidaRio - Ano 13 – edição n° 2 – Abril a Junho de 2011


Autor: Prof. João Sebastião de Paula Araujo

(UFRRJ/IA) - Manejo de Thrips e Ácaros em Cultivo de Orquídeas. A maior parte das espécies de insetos é benéfica aos vegetais. Contudo, quando população de insetos exaure energia de plantas, passam a constituir praga, acarretando perdas econômicas. Geralmente, as pragas estão associadas a desequilíbrios, sejam de ordem química ou biológica. Thrips: existem diversas espécies, são insetos de tamanho reduzido (de 0.5 a 15 mm), que na fase de pupa apresentam coloração amarela e quando adultos são negros. São muito móveis, vivendo em colônias em partes da planta capazes de protegê-los da luminosidade.

Possuem grande capacidade reprodutiva e fácil dispersão pelo vento alcançando facilmente novas áreas de cultivo. O fato de serem polífagos agrava a infestação, pois as várias plantas presentes ao redor do orquidário podem servir de hospedeiras desses insetos. Condições favoráveis a infestação por Thrips: altas temperaturas e maior oferta de pólen. Afetam a capacidade fotossintética da planta e qualidade das folhas e da floração. Além do dano direto, algumas espécies são transmissoras de vírus. Diagnóstico prático: quando jovens apresentam coloração amarela, tornando-se negros ao atingir a fase adulta. As plantas apresentam lesões simétricas e deformações provocadas por raspagem nas partes mais tenras. Usam o aparelho bucal para roer as folhas e as folhas podem apresentar manchas vermelhas. Essas lesões são simétricas e são provocadas quando as folhas ainda estão dobradas ou dentro das bainhas. São assim, sintomas reflexos de ataques que aconteceram há semanas. Adianta pulverizar a planta nesse momento? Não! Como os sintomas são reflexos de ataque já ocorrido, o mais indicado é pulverização numa fase anterior a abertura dos botões, pois eles se abrigam no tubo da coluna. Ácaros: coloniza a face inferior da planta, causando manchas amareladas na face superior da folha. Atacam preferencialmente folhas jovens e fechadas, com colônias bem estabelecidas. Folhas velhas podem se tornar altamente infestadas. Na ocasião de grandes infestações o topo da planta fica coberto de fios finos, do tipo de seda. A infecção por ácaros podem ocorrer em qualquer época do ano. Diagnóstico prático: Tetranychus urticae é vermelho com manchas escuras no dorso e Brevipalpus californicus – é vermelho e achatado, com ovos avermelhados. Ambas espécies tecem teias e causam o aparecimento de áreas cloróticas na face superior das folhas e pontuação esbranquiçada na face inferior da folha. Controle físico – Quarentenário. O orquidário deve ter uma área pequena protegida por telado para confinar por um mês, as plantas recém adquiridas, de maneira que se possa observar a presença de insetos ou eventuais doenças. O controle das duas pragas pode ser feito por armadilhas adesivas coloridas, visando o monitoramento e a redução populacional. Esta fita reduz o número de pulverizações, pois estas serão feitas só quando o número de insetos atingir um nível de dano. Controle químico – são empregados inseticidas de contato ou sistêmicos, também óleo mineral ou vegetal, em concentração máxima de 0,5%. Resultados satisfatórios podem ser obtidos com calda

sulfocálcica. Vale destacar que os defensivos devem ser direcionados em jatos sobre botões e folhas novas. Controle biológico – vem sendo experimentado cepas do fungo Metarhizium anisopliae, o qual coloniza as vias digestivas do inseto que morre de inanição. Outro fungo empregado é Beauveria bassiana, que coloniza as articulações do inseto afetando a sua locomoção. Para fazer aquisição e uso correto dessas substâncias é necessário consultar um engenheiro agrônomo. (resumo revisado pelo palestrante)

publicação autorizada pela diretoria da  OrquidaRio (divulgação por terceiros depederá de autorizaçao prévia).

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pragas e Doenças - Controle/prevenção/cuidados



Floração em fevereiro de 2011

Muito linda, mais não resistiu ao ataque de fungo, por isso não custa nada reeditar a matéria.

 

Controle de pragas e doenças em orquídeas

"Ao cultivarmos orquídeas, normalmente reunimos plantas de variados locais de origem, tanto na distribuição geográfica quanto no clima (altitude, sombreamento, umidade, etc) e as “confinamos “ num determinado local (nosso orquidário), e as tratamos, sempre que possível, da melhor maneira, com adubação, regas, e aplicação de defensivos, e por muitas vezes nos questionamos o porque que ocorrem pragas e doenças, inclusive com diferença de severidade entre plantas. Isso tudo ocorre principalmente por causa do ambiente (dificilmente conseguimos “imitar” o ambiente original, e aí tornamos as plantas menos resistentes), e da completa falta de inimigos naturais das pragas que atacam nossas plantas.
Nesta situação, temos duas opções: a primeira que poderíamos chamar de método cultural de controle, seria basicamente evitar o excesso de umidade principalmente no substrato (regando principalmente pela manhã) e manter uma ventilação adequada. Ventilação adequada é difícil de se obter, principalmente nos orquidários em quintais, cercados por muros. A segunda opção, que poderíamos chamar de controle químico, consiste na aplicação de defensivos para o combate de pragas e doenças, porém, estes sempre controlam o efeito e não a causa do problema, e além disso, o termo é controle, e não erradicação, portanto temos que aprender que controlamos as pragas e doenças para níveis mínimos de dano, mas dificilmente conseguimos uma erradicação. Por isso é importante uma vistoria semanal no orquidário buscando pragas e doenças, pois se identificadas no início o controle é muito mais fácil e os danos mínimos.

Controle de pragas
As principais pragas que atacam as orquídeas seriam: cochonilhas, pulgões, tentecoris, lesmas e caramujos, tripes e ácaros. Outras pragas que ocorrem com menor freqüência não serão abordadas.

Controle de lesmas e caramujos
Na minha opinião são as pragas de mais difícil controle, pois os produtos existentes no mercado propiciam um controle pouco satisfatório. Os caramujos alimentam-se principalmente de raízes e brotos novos, e as lesmas principalmente de flores. O controle se faz com a aplicação de iscas a base de metaldeído (mesurol e lesmicida pica pau). Um controle alternativo para poucos vasos é a imersão do vaso em água por alguns segundos, as lemas e caramujos virão à tona e então é só recolher, queimar ou colocá-los em salmoura. Sempre evite esmagar os caramujos, pois se estiver prestes a colocar os ovos, você pode estar disseminando os mesmos. Iscas de chuchu, melancia e pepino são interessantes para avaliar a população, e então partir ou não para o controle.

Controle de cochonilhas, pulgões e tentecoris
As cochonilhas (de escamas e de carapaça) e o tentecoris são as piores pragas das orquídeas, pois se não controlados a tempo podem matar a planta. Os danos dessas pragas se dão pela sucção continuada de seiva enfraquecendo a planta, e pela injeção de toxinas trazendo problemas metabólicos para as plantas. Além disso, esses insetos podem ser vetores de vírus. Existem controles alternativos, como calda de fumo, calda de sabão, óleo de neem, chá de folhas de Santa Bárbara e outros benzimentos, porém a eficiência desses tratamentos é baixa, e a aplicação deles é exclusivamente preventiva e continuada. Poderíamos dividir os controle dos sugadores em duas modalidades: preventivo/infestação inicial, e infestação severa. Aqui gostaria de fazer um parêntese para uma rápida explicação sobre inseticidas. Existem no mercado produtos considerados sistêmicos e de contato. Basicamente o inseticida sistêmico funciona circulando pela seiva da planta e possui um residual de controle muito bom, porém sua ação de “choque” é baixa. Já os inseticidas de contato possuem uma ação de choque muito boa, porém com um residual nulo ou muito baixo. Vale ressaltar que a sistematicidade do produto ocorre sempre do ponto em que foi aplicado na planta para cima (via apoplasto) e nunca para baixo, em direção às raízes, portanto a aplicação deve sempre atingir toda a planta, para que o produto se distribua por todos os tecidos.
Voltando no controle preventivo/infestação inicial, o ideal nessa modalidade seria trabalharmos com um inseticida sistêmico, pois o mesmo propicia um bom controle no início da infestação e seu residual permite que se faça poucas aplicações por ano. Além disso, os inseticidas sistêmicos normalmente são menos tóxicos que os de contato. Podemos considerar uma infestação inicial como sendo poucas plantas atacadas e com baixa incidência de pragas.
Já a infestação severa é aquela em temos muitas plantas atacadas com alta incidência de pragas. Nessa modalidade o ideal é trabalharmos com a mistura de um inseticida de choque misturado com um sistêmico, porque? A aplicação do inseticida de choque controla 90% dos insetos jovens e adultos, mas não controla os ovos, portanto a adição do inseticida sistêmico é importante para se tentar controlar o remanescente de adultos, e os jovens que irão atacar as plantas após saírem dos ovos. A eficiência do controle se dá principalmente pela escolha correta dos produtos e da qualidade da aplicação. É sempre interessante adicionar um espalhante adesivo na calda de pulverização afim de que a calda atinja todas as partes da planta e ainda, a pulverização tem que atingir ambas as partes da folha (em cima e em baixo). Uma dica, na vistoria de suas plantas, observe a presença de formigas circulando pela planta, pode ser um sinal de presença de pulgões e/ou cochonilhas.

Controle de tripes
Tripes são insetos raspadores, que em alta população danificam as flores. São problemáticos principalmente em grandes orquidários aonde sempre existe a presença de várias plantas floridas. Uma prática interessante é recolher todas as flores “passadas” e murchas do orquidário, pois elas são um bom abrigo para os tripes. Por serem insetos pequenos e ágeis, o controle fica complicado, mas o interessante é realizar aplicações nos botões (de preferência com produtos sólidos, pois os líquidos contém solventes que podem manchar as flores) um ou dois dias antes da flor abrir, quando as pétalas e sépalas ainda estão soldadas. Em orquidários infestados, o ideal é fazer uma aplicação geral com polytrin, pirate, ou tracer.

Controle de ácaros
Ácaros são problemáticos principalmente em catasetíneas (Catasetum, Mormodes, Cycnoches, etc). São artrópodes minúsculos, visíveis somente com auxílio de uma lupa. Apesar do tamanho, os danos são grandes, pois formam colônias que raspam as folhas e sugam a seiva, amarelando a folha no local da colônia. Em grandes coleções de catasetíneas, o ideal é fazer aplicação preventiva e periódica com vertimec (faixa azul), pois este acaricida controla todos os ácaros que atacam as orquídeas.
Observe abaixo uma relação com alguns produtos disponíveis no mercado:
Inseticidas de contato: decis (faixa azul), karate zeon (faixa azul), tamaron (faixa vermelha), malathion (faixa vermelha), supracid (faixa amarela), talstar (faixa azul), marshal (faixa amarela) pirate (faixa amarela), polytrin (faixa amarela) e tracer (faixa azul).
Inseticidas sistêmicos: actara (faixa azul), confidor (faixa verde), orthene (faixa verde), provado (faixa azul).
Inseticidas sistêmicos e de contato (mistura pronta): connect (faixa amarela) e engeo pleno (faixa amarela).

Controle de doenças

As principais doenças que atacam as orquídeas são: antracnose, canela seca, bacteriose, ferrugem e viroses.

► Controle de antracnose
A antracnose caracteriza-se por grandes manchas negras e deprimidas. Esta doença ocorre com mais incidência em locais muito sombreados e pouco arejados. O controle se dá com a aplicação de fungicidas sistêmicos.

► Controle de canela seca
A canela seca ou podridão negra é causada por vários gêneros de fungos (Fusarium, Pythium e Rhizoctonia). Estes fungos ocorrem no substrato, sendo que a infecção ocorre inicialmente nas raízes e vai evoluindo para o rizoma, pseudobulbos e folhas. A disseminação na planta é rápida e agressiva. O ideal é cortar a parte afetada, e colocar a planta numa calda com solução de derosal ou cercobin por 6 horas pelo menos. Se não for percebida a doença a tempo a planta acaba morrendo, principalmente nas épocas chuvosas, as vistorias tem que ser rigorosas.

Controle de bacteriose
A bacteriose, causada principalmente por Erwinia sp, e uma doença não muito freqüente e que se disseminam lentamente na planta. Diferente dos fungos, as bactérias necessitam de uma porta de entrada para a planta, como cortes por exemplo. Uma boa maneira para se prevenir essa doença é justamente evitar cortes nas plantas ou danos mecânicos, e se por acaso ocorrer, polvilhar pó de canela no local para ajudar na cicatrização. O controle químico pode ser feito com Kasumin (faixa azul), porém o ideal é cortar a parte afetada, pois a evolução da doença é lenta.

Controle da ferrugem
Esta doença ocorre basicamente em orquídeas de folhas finas (Oncidium, Miltônia, etc). Os sintomas são pústulas amarelas que se formam sobre as folhas, que evoluem com o tempo. Tirando o aspecto estético, esta doença não causa grandes prejuízos para as plantas, pois diferentemente das outras doenças, a ferrugem precisa manter a planta viva para ela sobreviver também. O controle químico pode ser feito com fungicidas de contato.

Vírus
Os vírus são seres microoscópicos que multiplicam-se pelas células das plantas. Apesar de não letais para as plantas, eles normalmente deformam as folhas e as flores. Infelizmente não existe controle, a única medida é isolar a planta no orquidário ou eliminar a planta doente. Existe uma paranóia muito grande no meio orquidófilo em que qualquer manchinha que aparece na folha já se diagnostica por “achismo” que é virose e a planta normalmente vira carvão. A única maneira segura para se diagnosticar viroses é através de exames laboratoriais, pois os sintomas nas plantas variam muito. As flores marmoratas, antes muito apreciadas, hoje se atribuem a viroses. Nem todas são. Se a flor marmorata tiver simetria nas manchas (isto é, o que estiver numa pétala tem na outra, como flores flâmeas, por exemplo), não é vírus que está causando o fenômeno, porém se for assimétrico (isto é, a mancha estiver somente numa pétala ou parte dela) aí pode se desconfiar e então enviar amostras para laboratório para exame e assim ter o correto diagnóstico.

Fungicidas

Como os inseticidas, os fungicidas podem ser divididos em dois grupos: os sistêmicos/curativos e os contato/preventivo. Os fungicidas são um pouco mais complexos que os inseticidas, pois o comportamento nas plantas pode variar, por exemplo, existem produtos sistêmicos com efeito preventivo também, assim como existem produtos de contato curativos. Todavia podemos adotar essa divisão para facilitar o controle das doenças. Abaixo farei uma relação de alguns produtos disponíveis no mercado:
Fungicidas de contato/preventivo: dithane/manzate (faixa azul), amistar (faixa azul), comet (faixa amarela) e bravonil (faixa vermelha).
Fungicidas sistêmicos/curativos: cercobin (faixa verde), derosal (faixa azul).
Fungicida sistêmico e de contato (mistura pronta): cerconil (faixa vermelha).

Defensivos agrícolas

Pode-se perceber que todo produto citado vem acompanhado da classe toxicológica. Essa classe toxicológica é determinada para informar a periculosidade do produto para a saúde humana. Esta classificação em cores é feita conforme a periculosidade, e estas são as cores: verde/azul/amarelo/vermelho, sendo o verde pouco tóxico e o vermelho extremamente tóxico. Lembre-se, sua saúde é seu bem mais precioso, portanto não abuse da sorte. Sempre que realizar uma aplicação de defensivo, utilize um EPI (equipamento de proteção individual), sendo que o equipamento ideal seria: luvas e botas de borracha, macacão impermeável, máscara contra vapores tóxicos, óculos de proteção e chapéu de abas largas. Importante: o EPI deve ser sempre lavado após cada aplicação. O maior risco de contaminação ocorre na manipulação do produto a ser aplicado, portanto nunca se esqueça de estar equipado com o EPI antes da manipulação do defensivo. Todas as informações contidas neste texto se baseiam na minha experiência pessoal, portanto fica a critério individual por conta e risco de colocar em prática as informações aqui relatadas. Consulte sempre um engenheiro agrônomo".

ps.: A maioria das publicações deste site foram encontradas na internet e estão sendo usadas com o sentido de melhor apresentar o assunto principal que é a ORQUÍDEA. No momento que alguém sinta que isto possa estar ferindo direitos, retirarei no mesmo instante.

O texto acima foi capturado na internet e por descuido não copiei o link, tão pouco a autoria.
Tão logo seja possível identificar a autoria a matéria será republicada com os devidos créditos.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

INVERNO - DICA DE CULTIVO - RIO DE JANEIRO

Em cada estação do ano as orquídeas necessitam de tratamento diferenciado e no inverno algumas entram em dormência, seu ritmo diminuí em relação às outras estações.
A dormência é visível, basta observar que não emitem tantas raízes e brotos como de costume, nesta estação a adubação deve ser reduzida, se possível suspensa para evitar danos as plantas.
Por sua vez, a atenção aumenta na prevenção de cochonilhas, ácaros e outros ataques típicos da estação.

Em visita ao site da OrquidaRio encontrei uma dica maravilhosa do Sr. Ricardo Figueiredo (Presidente da Instituição) para os orquidófilos  da cidade do Rio de Janeiro, que transcrevo abaixo com os devidos créditos:

DICAS DE CULTIVO

Quem nos dá as dicas de cultivo desta vez é o nosso
presidente, Ricardo Figueiredo:

Com a chegada do inverno, a rotina de irrigação e adubação deve ser modificada.
O frio e os dias mais curtos fazem com que o substrato retenha umidade por mais tempo, e quando há o excesso de rega, teremos um facilitador para instalação de fungos e apodrecimento de raízes. Devemos nos lembrar que no inverno o interior do Brasil é seco e chove muito pouco, aqui no estado do Rio de Janeiro, basta atravessar a Serra do Mar, para constatarmos essa situação climática; já aqui na cidade do Rio de Janeiro qualquer entrada de frente fria vem acompanhada de chuva, é neste momento que devemos tomar os seguintes cuidados: orquídeas espécies de interior deverão receber pouca rega e se estiverem ao relento regaremos menos ainda; as híbridas também deverão ter sua irrigação reduzida. Nesta época maioria das plantas estão em fase de floração ou em descanso, veremos poucas plantas desenvolvendo brotação nova e crescimento radicular, a orquídea neste momento necessita de poucos nutrientes, com isso devemos diminuir a adubação. O excesso de adubação numa época de clima seco causará intoxicação com mais facilidade. O principal segredo é observar sua planta comparando com situações em outras épocas.

Tenham um bom cultivo. (Contribuição de Ricardo Figueiredo).
Boletim OrquidaRio Ano 13 - edição nº 2 - Abril/Junho 2011.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

OrquidaRio denuncia coleta predatória de Cattleya guttata.



Nesta semana visitei o site da OrquidaRio e quase por acaso constatei que o Boletim trimestral estava disponível, ao iniciar a leitura deparei com o relato da Senhora Maria do Rosário  a respeito de retirada criminosa de Cattleya guttata do  habitat,  no municipio de Maricá/Rio de Janeiro.

O relato é impressionante valendo uma leitura, reflexão e engajamento na campanha do OrquidaRio, boa leitura:


Vou contar a vocês uma história que ainda não está concluída, mas que já causou um estrago ambiental provavelmente irreversível. E que irá se repetir, se não mudarmos definitivamente a nossa atitude como orquidófilos.

Há algumas semanas alguns sócios da OrquidaRio foram avisados que várias grandes touceiras de Cattleya guttata haviam sido retiradas da restinga de Maricá para serem comercializadas.

Como sabemos que pouco resta da vegetação nativa da restinga do estado e que, particularmente no município de Maricá, a restinga vem sofrendo grande degradação pensamos que o caso deveria ser decifrado.

A informação que tivemos foi de que um mateiro de Maricá retirou várias plantas adultas de C. guttata do ambiente e que elas já estavam sendo distribuídas por alguns orquidários do nosso estado que infelizmente insistem em trabalhar com plantas coletadas do mato.

Constatamos que as plantas já não estavam com o mateiro e nos informaram que o serviço havia sido feito por encomenda. Estivemos em um dos orquidários que supostamente haviam feito o pedido. E lá estavam cerca de 40 plantas de C. guttata, ainda nos pedaços de tronco dos seus hospedeiros naturais. O proprietário comunicou que todas já estavam vendidas e iriam para outro estado.

Como um fato positivo, conseguimos apoio da COMAR (Círculo Orquidófilo de Maricá) e da ASSON (Associação dos Orquidófilos de Niterói) para apresentarmos uma denúncia em conjunto.

A denuncia junto ao INEA foi feita em nome apenas da OrquidaRio e a que fizemos ao IBAMA foi em nome das três associações.

Agora dependerá da eficiência destes órgãos públicos em apurar a denuncia a tempo a fim de que os fatos possam ser comprovados.

Esta história, séria por si só, deve nos fazer refletir porque estes “roubos de orquídeas do mato” ainda acontecem em 2011, em vários pontos do país. Sabemos que não se trata de um fato isolado e que, em vários estados brasileiros, ouvimos casos em que mateiros vêm perpetuando esta prática e que alguns orquidários inescrupulosos se prestam a comercializar as plantas coletadas. Por que, digo que estes orquidários são inescrupulosos? Porque seus proprietários sabem que estão obtendo orquídeas que foram coletadas ilegalmente e não se incomodam com a desonestidade do ato, nem com as conseqüências pela conservação das populações nativas. Mas por que os orquidários ainda se interessam em comercializar essas plantas “do mato”, quando sabem que hoje a qualidade das orquídeas reproduzidas em laboratório é muito superior ao que ainda resta nos ambientes naturais?

Além de quererem lucro rápido e pouco trabalho, a outra parte da resposta é porque aqueles orquidários sabem que existem orquidófilos que ainda continuam desejando as plantas “do mato”!

Podemos dizer que estes orquidófilos também são inescrupulosos? Sim – ou então profundamente ingênuos e/ou desinformados. Mesmo os que moram em locais privilegiados onde a natureza ainda é exuberante, deve estar conscientes que hoje isto é uma exceção.

Ambientes ainda ricos em orquídeas, quando não fazem parte de áreas de conservação (muitas vezes com fiscalização deficiente), estão quase invariavelmente sob pressão imobiliária. Os fragmentos de diferentes ambientes que, em 2011, ainda estão em bom estado de conservação, são muito raros. Alguns deles ainda resistem como sendo excelentes bancos de sementes, para que as várias espécies de orquídeas brasileiras, e inúmeras outros organismos, continuem sua batalha pela sobrevivência. Destruir, de alguma maneira, estes fragmentos preservados atualmente é um crime contra o planeta e contra as nossas queridas orquídeas. Quando todos nós, o mateiro em Maricá, o comerciante inescrupuloso e o comprador descompromissado entendermos isto, poderemos todos nos orgulhar da nossa atuação como cidadãos. Até que este dia chegue deveremos, como orquidófilos, manter uma ética estrita em relação à compra de plantas e devemos denunciar qualquer prática ilegal ou suspeita.

Maria do Rosário de Almeida Braga (Comissão de Conservação).






A OrquidaRio - Orquidófilos Associados é uma associação sem fins econômicos com sede na cidade do Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro, tendo sido fundada em 1986.
A publicação foi autorizada pela diretoria da OrquidaRio, na pessoa da Sra. Nilce Carlos em 15/07/2011.

terça-feira, 5 de julho de 2011

EXPOSIÇÃO DE INVERNO - RJ


Exposição “Orquídeas no Museu, Exposição de Inverno”





OrquidaRio Orquidófilos Associados estará organizando e realizando, de 8 a 10 de julho, a sua primeira exposição no Museu da República.

O endereço é Rua do Catete, nº 153, com entrada pelo portão em frente a estação Catete do Metrô. 

Os portões estarão abertos para o público das 8h às 18h. 

Orquidários Convidados:

Binot, Florália, Itaipava Garden, OrchidCastle e Orquidário Itaipava.

Programação:

06/07 – Montagem das barracas.
07/07 - Montagem da exposição das 8h às 12h e julgamento a partir das 12h.
08/07 – Visitação e vendas das 8h às 18h. Oficinas de Cultivo: 12h e 14h.
09/07 – Visitação e vendas das 8h às 18h. Oficinas de Cultivo: 10h, 12h e 15h. Programação cultural (danças, música, poesia e oficinas de pintura) a partir das 13h.
10/07 – Visitação e vendas das 8h às 18h. Oficinas de Cultivo: 10h, 12h, 14h e 16h. Encerramento às 18h.