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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Laelia anceps tipo "selamadoc"







As L. anceps ocorrem principalmente no México.  Localmente são conhecidas como “flor de San Miguel”, “calaveritas” e “huichila”.
 
Estudos indicam a ocorrência de duas populações ou subespécies:  uma na vertente oriental da Sierra Madre, voltada para o lado do Golfo do México e chamada L. anceps subsp. anceps.  A outra, chamada L. anceps subsp. dawsonii, ocorre na vertente ocidental da Sierra Madre, voltada para o Oceano Pacífico.
 
As plantas da vertente Oriental não são consideradas ameaçadas, entretanto as plantas subsp. dawsonii, da vertente Ocidental da Sierra Madre são bastante raras e em risco de extinção. 
 
A forma chilapensis pode ser considerada extinta na natureza, entretanto é amplamente cultivada em muitos povoados da região de Chilapa, no estado de Guerrero.  São amplamente conhecidas como “L. anceps Guerrero” e possuem belíssimas flores geralmente com as pontas das pétalas apresentando colorido intenso (flameados).
  
As "Guerrero"  são as de maior destaque.
 
As plantas são epífitas e ocasionalmente rupícolas.  Ocorrem em altitudes geralmente entre 1200 e 1600 metros.   Nestas altitudes, as temperaturas podem descer abaixo de zero grau durante à noite.
 
Existem muitas variedades de L. anceps e sua popularidade já foi comparada à da L. purpurata.  No estado da Califórnia, são muito populares devido ao fácil cultivo ao ar livre, principalmente no sul do estado.  No Brasil ainda temos acesso difícil a estas plantas e suas variedades.
 
No habitat, a época de floração ocorre entre Outubro e Janeiro.  No Brasil as plantas florescem entre Maio e Julho.
 
As flores possuem cerca de 10 cm de diâmetro, geralmente formando cachos com 2 ou 3 flores na extremidade da haste.   Quando bem cultivadas formam touceiras e produzem vários cachos de flores.
 
CULTIVO:
 
As plantas toleram uma boa variação climática, mas preferem clima intermediário a frio, com queda de temperatura à noite.
A luminosidade deve ser alta, um pouco maior do que para as Cattleya.
Durante a brotação necessitam de mais regas e adubação.   Durante o inverno, após floração, as regas devem ser reduzidas assim como a adubação até nova brotação.
Gostam de vasos de barro rasos ou cestos de madeira.  Como substrato, utilizo pedaços de madeira resistente e dentro dos vasos pedaços de pau de xaxim (em extinção), proporcionando ampla aeração do sistema radicular.
 
 
fonte:http://awzorchids.com.br/br/artigosCont.php?target=MjY=

sábado, 26 de abril de 2014

Laelia Anceps coerulea "selmadoc"










Gênero Laelia. Descrição: Gen. Sp. Orchid. Pl.: 115 (1831). Lindley, 1836

Família: Orchidaceae

O nome Anceps tem o significado de duplo, dois gumes, duas arestas, duas cabeças ou, ainda, que se volta para dois lados. Neste caso se refere à característica da bráctea floral e do pseudobulbo (nervurado nos dois lados opostos). Pode significar também ambíguo.

Ocorrência: Planta tropical, de hábito epífito e litófito, encontrada no México, na América Central, notadamente Honduras e Guatemala.
Costuma vegetar em altitudes que variam de 500ms a 1.500ms, sendo encontrada como epífita, em plantações de café, em carvalhos e em pinheiros. Como litófita, é encontrada em rochas, em locais com boa umidade.
Pesquisas recentes, com base em informações de DNA, mostram que esta espécie faz parte do grupo das verdadeiras laelias.

Aspecto vegetativo: Planta, normalmente unifoliada, apresentando muito raramente duas folhas no mesmo pseudobulbo. Folha apical, oblonga-lanceolada, que sai de um pseudobulbo.

Flor: A floração emerge do pseudobulbo, em hastes que podem chegar a cerca de 2 metros de comprimento, apresentando de duas a seis flores no seu topo.
Formato estrelar, como se pode ver das fotos aqui apresentadas.
Variações: tipo, alba, semi-alba, coerulea, lineata, delicata, dawsonii, barkerriana, chamberlainiana, roeblingiana, hillii, veitchiana, vestalis, williamsianum.
No Brasil, a floração ocorre nos meses de abril, maio e junho.

Cultivo: Deve ser cultivada com bastante luz indireta, sendo recomendado o sombrite de 50%. A umidade relativa do ar deve ficar entre 60% e 80%. No seu habitat natural, está acostumada a uma variação de temperatura de cerca de 8 a 10ºC do dia para a noite.
Pode ser cultivada em vasos de barro ou de plástico, desenvolvendo-se bem em cascas de árvores aceitando bem uma mistura de casca de pinus, carvão vegetal e brita de tamanho pequeno. O substrato só deve ser trocado quando a planta não mais couber no vaso. Como todas as laelias, detesta ser reenvasada, pois o seu sistema radicular demora a se refazer e, normalmente, este procedimento significa um ano sem floração. Prefere ficar com o rizoma um pouco acima do substrato e com algumas raízes por fora, envolvendo o vaso. Exige aproximadamente 3 cm de dreno no fundo do vaso.A adubação pode ser química ou orgânica, sendo bem aceitável a utilização das duas modalidades de forma intercalada, diminuindo as doses no inverno. A rega deve ser controlada, pois a Laelia anceps não gosta de muita umidade no substrato que faz apodrecer as suas raízes e afeta o seu rizoma.

Referências de consulta:

http://www.orquidario.org/plantames/mai08/maio08page.htm

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Laelia anceps "selmadoc"

 







1ª Floração Junho 2013

A planta da foto é uma Laelia anceps, originária do México e Guatemala, ganhei ano passado de uma amiga, veio exatamente como está na foto, amarrada num pedaço e madeira.
Como as outras, vegeta em clima de altitude e sua adubação é quase nenhuma, apenas uma almofadinha com adubo pendurada no alto, quando chove o adubo escorre nas raízes.
O processo de floração é muito lento, a haste cresce infinitamente até que de sua ponta se lançam as flores.
As flores da foto são perfeitas, ficaram um pouco prejudicadas pela ineficiência da fotografa.
Um pouco sobre ela:


Nome correntemente aceito: Laelia anceps.
Autores: John Lindley.
Data da publicação: 1835.
Sinônimos: Amalia anceps, Cattleya anceps, Bletia anceps, Laelia barkeriana, Laelia dawsonii, Laelia hallidayana, Laelia sanderiana, Laelia schroederae, Laelia schroederiana.
Origem: México e Guatemala.
Habitat: epífita em matas tropicais abertas.
Altitude: 500 a 1.500 metros.
Quantidade de espécies neste gênero: cerca de 20.
Espécies similares: nenhuma.
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Interessante:

Tendo em vista que as or­quídeas de nossas espéci­es nativas, mais comuns florescem na primavera (Cattleya intermedia, Laelia purpurata), é muito natural que o co­lecionador busque espécies cujo pe­ríodo floral seja o outono e inverno, para evitar aqueles tristes perío­dos sem flores no orquidário. Digo triste porque é assim que me sinto quando entro no orquidário e não vejo nenhuma flor. Felizmente há muitos anos isso não ocorre. Basta uma dú­zia de plantas de algumas espé­cies selecionadas e você terá flo­res durante o ano inteiro. Uma das minhas preferidas para o pe­ríodo outono-inverno é justamen­te uma espécie conhecida por sua resistência ao frio: a Laelia anceps, a mais conhecida e co­lecionada das Laelias mexicanas (as outras são: Laelia albida, Laelia autumnalis, Laela goudiana, Laelia furfuracea, Laelia superbiens, Laelia speciosa, Laelia bancalarii e Laelia rubescens). A Laelia anceps é também uma das mais fáceis de cultivar.

Possuindo clones de boa for­ma e. grande variedade de colo­rido, é de se estranhar que não seja mais colecionada. Imagino que a causa seja a falta de oferta de plan­tas de qualidade à venda. Poucas são também as ofertas de "seedlings" e meristemas no mercado nacional. Fica aqui o desafio aos produtores nacionais para que trabalhem mais com a Laelia anceps.

O clima nas regiões do México onde a Laelia anceps vegeta, é se­melhante ao clima dos estados do Sul do Brasil, com o verão quente e chu­voso e inverno frio e seco na maior parte do tempo. Isso explica a facili­dade de cultivo dessa espécie no Sul do Brasil.

No México a Laelia anceps ocor­re ao Sul do país, desde a costa les­te, no Golfo do México, até a costa oeste, no Pacifico.

A Laelia anceps possui apro­ximadamente o seguinte regime de crescimento: após o período de des­canso da floração, na primavera e verão surgem novos brotos que cres­cem com o calor e as chuvas dessas estações.

Assim que o tempo começa a es­friar, as hastes florais começam a crescer e são um espetáculo à parte pois algumas plantas possuem has­tes com até um metro de comprimen­to fazendo concorrência em ta­manho com as Phalaenopsis. O comprimento da haste floral de­pende do clone e do estado cul­tural da planta, variando bastan­te, mas quase sempre ao redor de 60 cm.
Entre o fim do outono e co­meço do inverno, as flores, em número de 1 a 5 em cada haste floral, começam a abrir, fornecen­do um lindo espetáculo, balan­çando com a menor brisa. Após a floração a planta entra em pe­ríodo de repouso e reinicia-se o ciclo.

As flores da Laelia anceps variam de 6 a 12 cm de tama­nho, possuindo de modo geral boa armação (pétalas e sépalas no mesmo plano).

As sépalas variam de 1 a 2 cm de largura enquanto as péta­las podem chegar até 4 cm nos melhores clones. O labelo enco­bre a coluna e varia de 1 a 2 cm de largura.

Quanto ao colorido, temos a va­riedade alba, com pétalas e sépalas brancas e labelo também branco mas com uma mancha amarela pe­netrando o tubo. Existe uma grande variedade de flores, descritas na li­teratura, em que as diferenças são a quantidade, o tamanho e a cor das veias que penetram o labelo, enquan­to o resto da flor é de cor branca.

Quer nos parecer que sejam to­das albas, mas o orquidófilo exigen­te pode pesquisar na literatura reco­mendada.

Da mesma forma, ocorre com a variedade semi-alba (pétalas e sépalas brancas e labelo colorido). Há uma grande quantidade de des­crições de plantas cuja única diferen­ça é a quantidade e posição da cor lilás no labelo. Varia de uma leve mancha lilás pequena até todo o labelo púrpura escuro. Do mesmo modo, quer nos parecer que são to­das semi-albas. Um bom exemplo é a conhecida Laelia anceps semi-alba "Sanderiana" .

A cor predominante da Laelia anceps é o lilás que define a varie­dade "tipo", apresentando-se do li­lás claro até o mais escuro. Uma das melhores é a poliplóide "Mendenhall". O orquidário Carter & Holmes, dos EUA, fez uma autofecundação dessa planta que produziu flores espetaculares! Nós possuímos quatro clones desse cruzamento, todos de alta qualidade. Aqui são mostradas a “Lapurpurata” e a “Bárbara”.

Existe também uma variedade rosada em que pétalas, sépalas e labelo são rosa suave.

A variedade cerúlea (ou caerulea) possui pétalas e sépalas brancas ou levemente azuladas e labelo azulado, no conhecido tom cerúleo. É uma belíssima variedade e apareceu a poucos anos em culti­vo. Felizmente já existem alguns clones à venda o que possibilita cru­zamentos interessantes. Um dos mais belos clones dessa variedade chama-se "Elizabeth Eyes", home­nagem à cor dos olhos da atriz Elizabeth Taylor.

Uma autofecundação desse clone produziu as melhores cerúleas conhecidas. Uma delas é a nossa “Jaqueline”.

Uma outra variedade (na verda­de só conheço uma planta) é a cha­mada var. roeblingeana, uma flor pelórica que corresponde a nossa Cattleya intermedia var. aquinii. É uma planta muito bonita que possui as pétalas transformadas em Iabelo (trilabelo) e cujo potencial para cru­zamentos é enorme, permitindo a produção de novas variedades.

Por último, a variedade que con­sidero a mais bela e perfeita sob o ponto de vista de orquidófilo: a variedade flâmea. Ela possui pétalas de cor li­lás e sépalas no mesmo tom, mas o colorido vai ficando mais forte em direção ao ápice das pétalas dando um efeito dramático.

Em 1993, Soto Arenas, orquidólogo mexicano, propôs uma nova classificação da Laelia anceps, baseada nas diferenças en­tre as plantas do lado do Golfo do México e aquelas do lado do Pacífico.

As plantas da costa leste foram denominadas Laelias anceps subespécie anceps e as da costa oeste Laelias anceps subespécie dawsonii. A subespécie dawsonii foi dividida em duas: a forma dawsonii e a forma chilapensis. A subespécie anceps é a mais conhecida com flo­res comuns em forma e colorido. Grande sensação mesmo são as plantas das subespécies dawsonii e chilapensis. Na primeira estão as mais belas semi-albas, com pétalas largas e redondas de branco puro e Iabelo colorido. A segunda, chilapensis, descoberta no estado de Guerreiro, possui plantas espetacu­lares, flâmeas, redondas, de excep­cional beleza.

Com o aparecimento de clones poliplóides e das "Guerreiro", como são mais conhecidas as chilapensis, abriu-se um caminho muito promis­sor para cruzamentos, visando a obtenção de plantas de novas varie­dades e de qualidade superior. Uma vantagem adicional da Laelia anceps, é a facilidade no cultivo de "seedlings", já que se desenvolvem com grande facilidade e crescem muito bem no nosso clima. Temos feito diversos cruzamentos e estamos muito satisfeitos com a rapidez com que as plantas se desenvolvem. Em breve estaremos mostrando os resul­tados que, temos certeza, serão dos melhores.


Bibliografia consultada e recomendada:
  1. Halbinger, Federico. 1993. Laelias de Mexico. Asociacion Mexicana de
  2. Orquideologia. Mexico D.F. MEXICO.
  3. Bechel, Paul G. 1990. The Laelias of Mexico. AOS Bulletin Dec. 1990. Flo­rida - USA.
  4. Croker, Gene. 1990. Desirable Polyployd Laelia anceps From Tissue-cultured Populations. AOS Bulletin Dec. 1990. Florida - USA
  5. Rose, James. 1987. Laelia anceps ­The Real Treasure of the Sierra Ma­dre. AOS Bulletin Dec. 1987. Florida - USA.
  6. Stewart, Joyce. 1987. Early 'Varieties' of Laelia anceps.. AOS Bulletin Dec. 1987. Florida - USA.
  7. Diversos. 1990. Awards Quarterly vol. 21. AOS Bulletin 1990. Florida – USA

Carlos Gomes
Floripa-1997

 capturado na internet http://nossasorquideas.blogspot.com.br/2008/06/laelia-anceps.html em 18.06.13